Volta às Raízes: Intel Mira na Produção de Memória para Inteligência Artificial
A Intel, uma das precursoras da tecnologia DRAM, está oficialmente de volta ao mercado de memórias, mas com um objetivo específico: resolver o problema do suprimento de memórias voltadas para inteligência artificial. A empresa abandonou o setor de memórias em 1985 para focar em processadores, mas agora busca resolver o gargalo conhecido na evolução das arquiteturas de GPUs e CPUs de IA.
O mercado de PCs está enfrentando uma crise de falta de memória RAM e preços elevados, enquanto os data centers estão priorizando a produção de memória HBM em detrimento da DDR5. No entanto, a Intel não busca competir por preço em módulos DDR5 convencionais, mas sim criar uma solução específica para a inteligência artificial.
Tecnologia Z-Angle Memory (ZAM)
A peça central da estratégia da Intel é a tecnologia Z-Angle Memory (ZAM), desenvolvida em colaboração com a SaiMemory, subsidiária da SoftBank. Essa tecnologia visa criar uma estrutura de memória otimizada para o fluxo de dados de modelos de linguagem de larga escala (LLMs), atacando as latências de acesso e a largura de banda.
A parceria com a SoftBank sinaliza que a Intel busca maior integração vertical, permitindo que a empresa ofereça soluções mais customizadas do que a concorrência. Com a capacidade de dominar tanto o processamento quanto a arquitetura de memória necessária para a IA, a Intel pode entregar mais desempenho e não ser limitada como a DRAM tradicional.
Algumas das principais características da tecnologia ZAM incluem:
- Otimização para o fluxo de dados de modelos de linguagem de larga escala (LLMs)
- Redução das latências de acesso e aumento da largura de banda
- Integração vertical com a arquitetura de processamento
A notícia é empolgante para a indústria de inteligência artificial, mas deixa os usuários de PC, principalmente os jogadores e profissionais, a ver navios, pois a situação de falta de memória RAM continua crítica.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link