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Vírus Sincicial: Um Risco Subestimado para Idosos

O aumento dos casos de influenza A tem dominado as manchetes, mas outro agente infecioso está causando preocupação entre os especialistas: o vírus sincicial respiratório (VSR). De acordo com dados do Ministério da Saúde, no primeiro trimestre deste ano, 18% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com identificação viral confirmada foram causados pelo VSR.

Embora o VSR seja mais conhecido por causar bronquiolite em bebês, os especialistas alertam que ele também representa um risco para idosos. A pneumologista Rosemeri Maurici explica que a testagem contra o VSR só começou a ser feita em maior escala no Brasil a partir da pandemia de covid-19, por isso, o impacto real da doença ainda não é totalmente conhecido.

Riscos para Idosos

Os idosos são mais propensos a desenvolver quadros mais graves de diversas doenças, incluindo o VSR. De acordo com a geriatra Maisa Kairalla, o envelhecimento e as comorbidades adquiridas ao longo da vida aumentam o risco de doenças infecciosas. Além disso, os idosos com VSR têm 2,7 vezes mais chance de desenvolver pneumonia e duas vezes mais chances de precisar de UTI e intubação.

  • Doenças cardíacas: mais de 60% dos casos graves associados à infecção pelo VSR ocorrem em pacientes com alguma doença cardiovascular.
  • Diabetes: a maior concentração de glicose no sangue torna o paciente mais suscetível a infecções e agravamentos.
  • Doenças respiratórias crônicas: o impacto de uma internação em UTI aumenta em 70% a probabilidade de morrer em até três anos.

Prevenção

A vacinação é a melhor forma de prevenir o VSR e o agravamento da infecção. No entanto, os imunizantes contra o vírus para a população adulta estão disponíveis apenas na rede privada. A imunização é recomendada por entidades médicas para pessoas de 50 a 69 anos com comorbidades e para todos os idosos a partir dos 70 anos.

É fundamental que as sociedades médicas indiquem os grupos prioritários à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS-Conitec, responsável por recomendar a adoção de novas terapias ao Ministério da Saúde.

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