Vídeos da Guerra do Irã nas Redes Sociais: Como Identificar Fakes por IA
Com o aumento dos conflitos entre países como Ucrânia e Rússia, Irã, Israel e Estados Unidos, o número de deepfakes na internet também tem crescido. Esses vídeos falsos, criados com ajuda de ferramentas de inteligência artificial, podem manipular discursos e ações, mostrando situações que nunca aconteceram na realidade.
De acordo com um estudo da DeepStrike, a quantidade de deepfakes na internet passou de aproximadamente 500 mil em 2023 para mais de 8 milhões em 2025. Além disso, apenas 24,5% das pessoas conseguem identificar vídeos falsos que possuem alta qualidade, o que facilita a expansão da desinformação pela internet.
Características dos Deepfakes
Os deepfakes são vídeos falsos que usam inteligência artificial para gerar rostos, vozes e gestos humanos com alto nível de realismo. Eles podem fazer com que pessoas públicas falem ou façam coisas que jamais ocorreram. Alguns exemplos de deepfakes incluem:
- Vídeos de bombardeios falsos circularam no X (antigo Twitter)
- Vídeos manipulados colocaram atores dos EUA pedindo que líderes da União Europeia forcem a Ucrânia a aceitar um acordo de paz da Rússia
Dicas para Identificar Fakes
Para identificar vídeos falsos, é importante prestar atenção a algumas características, como:
- Falta de sincronização entre voz e movimento da boca
- Expressões rígidas e olhos com aspecto rígido ou repetitivo
- Detalhes distorcidos no ambiente, incluindo mudanças sutis de iluminação no rosto, bordas do cabelo levemente distorcidas e sombras que não correspondem ao cenário
- Vozes não naturais, com entonação uniforme e poucas pausas naturais
- Origem do conteúdo desconhecida, como vídeos divulgados por perfis desconhecidos, sem referência de data, local ou fonte confiável
Além disso, é fundamental desenvolver um olhar mais crítico diante do conteúdo digital e verificar a fonte e o contexto do vídeo antes de acreditar nele.
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