Um Comportamento Inusitado no Oceano: Peixes Rêmora Entrando em Raias-Manta
Um estudo recente publicado na revista Ecology and Evolution revelou um comportamento surpreendente no oceano: peixes rêmora, conhecidos por viajarem “grudados” em animais maiores, foram vistos entrando na cloaca de raias-manta. Essa abertura é usada para excreção, reprodução e liberação de resíduos, e o comportamento dos peixes causou espanto e horror entre os pesquisadores.
As rêmoras são peixes especializados em “pegar carona” em animais maiores, usando uma estrutura em forma de disco de sucção na parte superior da cabeça para se fixar ao corpo de tubarões, baleias, tartarugas e raias. Essa relação costuma beneficiar as rêmoras, que economizam energia ao viajar longas distâncias e têm acesso a proteção contra predadores e alimentos.
- As rêmoras se inserem completa ou parcialmente nas raias, podendo deixar suas caudas para fora do orifício desses animais.
- Em alguns casos, apenas a cauda do peixe permanecia visível do lado de fora.
- Os pesquisadores observaram que as rêmoras podem causar ferimentos ou desconforto físico nas raias-manta, aumentar seus gastos energéticos e até interferir na reprodução.
Mutualismo, Comensalismo ou Parasitismo?
A relação entre rêmoras e grandes animais marinhos é complexa e pode variar entre mutualismo, comensalismo e parasitismo. Até agora, essa relação era geralmente interpretada como uma relação de mutualismo ou comensalismo, com as rêmoras ajudando a remover parasitas da pele dos hospedeiros. No entanto, pesquisas recentes indicam que a presença das rêmoras pode aumentar o arrasto durante a natação, tornando o deslocamento menos eficiente e exigindo mais energia dos hospedeiros.
A observação de rêmoras entrando em regiões sensíveis do corpo de raias-manta, como a cloaca e as fendas branquiais, levou os pesquisadores a reconsiderar se algumas dessas relações podem estar mais próximas do parasitismo do que da parceria entre as espécies. A pesquisadora Emily Yeager compara essas relações aos vínculos familiares, destacando que elas podem variar e que entender essas dinâmicas é só uma questão de observação.
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