Valve Enfrenta Processo de US$ 900 Milhões por Suposto Monopólio do Steam
A Valve, empresa por trás da popular plataforma de jogos Steam, está enfrentando um processo de US$ 900 milhões após um tribunal do Reino Unido dar sinal verde para uma ação coletiva que acusa a empresa de práticas anticompetitivas. A ação foi movida originalmente em 2024 pela defensora de direitos digitais Vicki Shotbolt, que representa 14 milhões de usuários da plataforma no país.
A acusação principal é de que a Valve promove práticas anticompetitivas em sua loja digital, forçando editoras a realizar acordos de paridade desproporcionais que impedem que as desenvolvedoras lancem seus jogos em outras plataformas antes de lançarem no Steam ou por preços menores. Além disso, a empresa é acusada de aprisionar os jogadores ao exigir que o usuário compre conteúdos adicionais por meio do Steam, caso tenha adquirido o jogo original na plataforma.
Outra questão em debate é a comissão de 30% em todas as vendas na loja, que foi criticada por muitos desenvolvedores e é um dos argumentos para a criação da Epic Games Store, que oferece uma taxa de 12% para desenvolvedoras que gerarem mais de US$ 1 milhão ao ano.
- As desenvolvedoras Wolfire Studios e Dark Catt Studios também entraram com um processo contra a Valve em 2021, envolvendo a comissão de 30% do Steam.
- O CEO da Epic Games Store, Tim Sweeney, também criticou o modelo de negócios do Steam, afirmando que a receita trabalha em prol dos desenvolvedores de uma maneira mais justa.
- A ação coletiva movida por Shotbolt representa 14 milhões de usuários da plataforma no Reino Unido e busca uma indenização de US$ 900 milhões.
Essas acusações e processos são apenas mais um capítulo na longa história de críticas e controvérsias em torno do Steam e da Valve. A empresa precisará lidar com essas questões de forma eficaz para manter a confiança dos desenvolvedores e dos jogadores.
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