Cobertura Vacinal: Desafios e Avanços
A Unicef divulgou recentemente um estudo que mostra que 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida em 2025. Além disso, 7,3 milhões de crianças não tiveram o ciclo básico completo de vacinação, o que inclui três doses da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Esses números representam um desafio significativo para a saúde global, especialmente em contextos frágeis ou afetados por conflitos.
Segundo o estudo, a manutenção do índice de crianças zero-dose aumenta o risco de surtos de doenças e é considerado alto pelo fundo. Além disso, o abandono do ciclo de imunização ocorre principalmente antes da primeira dose da vacina contra o sarampo (MCV1), com 84% das crianças recebendo a primeira dose, e apenas 77% a segunda dose (MCV2). O limite considerado seguro para imunização contra o sarampo é de 95%.
Desafios e Ameaças
Os principais desafios para a cobertura vacinal incluem:
- Conflitos e deslocamentos forçados
- Pobreza e instabilidade política
- Subfinanciamento crônico dos programas de imunização
- Diminuição da cobertura em países de renda média e alta devido a mudanças no compromisso político, desafios estruturais e aumento da hesitação vacinal
Além disso, a ausência de levantamento independente sobre a cobertura vacinal nos últimos 5 anos é uma crítica específica ao Brasil, que é recomendada pela OMS e pela Unicef para garantir a qualidade dos dados.
Avanços e Oportunidades
Apesar dos desafios, o estudo também mostra que 100 países mantiveram cobertura de pelo menos 90% com três doses da vacina DTP desde 2019. Além disso, 30 países que estavam abaixo desse patamar em 2019 conseguiram melhorar as taxas ao longo dos últimos seis anos.
O Brasil é um exemplo de país que tem ido na contramão dos desafios, com melhora da cobertura vacinal constante e redução do número de crianças zero-dose.
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