TV 3.0 está um passo mais perto da realidade no Brasil; entenda
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a submissão de uma proposta de atualização do Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Frequência no Brasil (PDFF) à consulta pública. Isso representa um passo importante em direção à implementação da TV 3.0, um novo padrão de transmissão de televisão que promete revolucionar a forma como assistimos TV.
A proposta prevê a destinação de faixas de frequência específicas para serviços de radiodifusão de sons e imagens, incluindo a faixa dos 300 MHz. Além disso, a faixa de 468 MHz a 470 MHz será destinada ao Serviço Limitado Móvel Aeronáutico, e a Banda W será atribuída ao Serviço Fixo por Satélite em caráter secundário.
O que é a TV 3.0?
A TV 3.0 é caracterizada pela convergência entre a transmissão aberta tradicional (broadcast) e a internet (broadband). Essa tecnologia oferecerá suporte para imagens em ultra-alta definição, nos padrões 4K e 8K, além de ser compatível com tecnologias de áudio imersivo.
A interface de navegação será baseada em aplicativos das emissoras, em vez dos tradicionais números de canais. A tela inicial dos televisores passará a exibir um catálogo com as opções de emissoras abertas disponíveis, de forma semelhante ao que é visto em serviços de streaming.
Funcionalidades da TV 3.0
Além das funcionalidades básicas de transmissão de TV, a TV 3.0 também oferecerá:
- Interatividade e personalização, como a realização de votações em tempo real e compras diretamente pelo televisor;
- Possibilidade de escolher câmeras específicas e opções de áudio em transmissões esportivas;
- Integração com serviços públicos, como o Gov.BR, e o recebimento de alertas de emergência e desastres via antena;
- Oferta de conteúdos sob demanda e novas modalidades de publicidade interativa.
A expectativa do governo federal é que o sinal da TV 3.0 entre em operação em junho de 2026, a tempo da Copa do Mundo de futebol. A migração ocorrerá de forma gradual, iniciando pelas capitais brasileiras, e estima-se que o processo de cobertura de todo o território nacional possa levar até 15 anos.
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