Decisão Judicial sobre Exposições em Parques Nacionais
Um tribunal de apelação dos EUA suspendeu recentemente uma ordem judicial que exigia a reinstalação de dezenas de exposições removidas de parques nacionais sobre temas como a escravidão e as mudanças climáticas. Essa decisão foi tomada após uma ação movida por grupos que representam conservacionistas, historiadores e cientistas, os quais acusaram o governo de se envolver em uma campanha coordenada de censura.
A juíza federal Angel Kelley havia concluído que as exposições foram removidas como parte do esforço ilegal do governo para “reescrever a história do país com uma caneta corretiva”. No entanto, um painel do 1º Circuito concordou em suspender a decisão de Kelley enquanto o governo recorre da sentença, afirmando que o governo provavelmente prevaleceria na apelação.
Reações à Decisão
Brooke Menschel, advogada dos autores da ação, classificou a decisão como um “revés processual temporário”, embora decepcionante, já que o tribunal não se pronunciou sobre a legalidade das ações do governo. Um porta-voz do Departamento do Interior afirmou que o órgão tem “incentivado os norte-americanos a visitar nossos locais culturais e históricos e a participar de conversas significativas sobre os momentos que moldaram nosso país”.
Entre as exposições removidas está uma que descrevia a posse de escravos por George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos. A decisão do tribunal permite que o governo continue removendo e alterando materiais interpretativos que são essenciais para que milhões de visitantes compreendam a história da nação.
- Pelo menos 51 exposições de 37 locais foram removidas ou descartadas de parques em todo o país.
- O decreto de Trump visava o que ele chamou de “movimento revisionista”, que retratava os Estados Unidos como “inerentemente racistas, sexistas, opressivos ou de alguma forma irremediavelmente falhos”.
- A decisão do tribunal é vista como um revés para os grupos que lutam pela preservação da história e da verdade nos parques nacionais.
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