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Traços de organismos antigos achados no Marrocos não deveriam estar ali

Descoberta de Fósseis Microbianos em Águas Profundas do Marrocos

A região do Alto Atlas Central, no Marrocos, é conhecida por ser a parte mais elevada da cordilheira que divide o mar Mediterrâneo e o Saara. Recentemente, um estudo liderado por cientistas da Universidade de Austin, nos EUA, descobriu rastros fósseis de colônias microbianas que viveram há mais de 180 milhões de anos em águas profundas, quando a área ainda era parte do oceano no período Jurássico.

No entanto, essas impressões são conhecidas por crescerem quase que exclusivamente em águas rasas, onde as bactérias fotossintéticas possam obter luz solar. Isso levanta questões sobre como esses organismos conseguiam sobreviver em águas tão profundas.

O Mistério das Rugas

As amostras obtidas pelos cientistas do Alto Atlas Central revelaram a existência de “tapetes microbianos” no local há milhões de anos, caracterizados por rugas enrugadas. Essas estruturas normalmente ocorrem em áreas de maré rasa, onde os seres fotossintéticos têm acesso à luz. No entanto, o caso do Alto Atlas Central é incomum, pois a profundidade em que os turbiditos estavam depositados era tão grande que a luz não poderia alcançar.

Isso sugere que as algas e microrganismos que formaram as rugas há milhões de anos não seriam fotossintéticos, mas sim organismos quimiossintéticos, que obtêm energia via reações químicas ao invés da luz solar.

Implicações da Descoberta

A descoberta é um passo para a ampliação da busca por sinais de “pedras enrugadas” para além de formações em áreas rasas. Mergulhar mais fundo poderá trazer mais informações desses primeiros habitantes do planeta. Além disso, a formação é extremamente rara de ser encontrada em rochas com menos de 540 milhões de anos, devido à intensa atividade animal que passou a existir no planeta.

Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode levar a uma melhor compreensão da evolução da vida na Terra e ao desenvolvimento de novas teorias sobre a origem da vida.

  • Os fósseis microbianos foram encontrados em águas profundas do Marrocos.
  • As rugas enrugadas são característicos de “tapetes microbianos” que viveram há milhões de anos.
  • A descoberta sugere que os organismos quimiossintéticos podem ter existido em águas profundas.

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