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‘Todo Mundo em Pânico’ tenta voltar às origens com piadas batidas sobre a ‘cultura do cancelamento’; g1 já viu

Resenha Crítica: “Todo Mundo em Pânico” Volta às Origens com Piadas Batidas

O sexto filme da franquia “Todo Mundo em Pânico” estreia nos cinemas brasileiros, marcando a volta dos irmãos Wayans após mais de duas décadas de afastamento. A expectativa dos fãs não era pequena, considerando o elenco original e o material acumulado ao longo dos anos. No entanto, o filme tenta voltar às origens com piadas batidas sobre a “cultura do cancelamento”, mas acaba caindo em clichês e falta de criatividade.

A premissa do filme é simples: o quarteto original tenta escapar de um assassino mascarado enquanto estabelece uma nova meta, “acabar com a cultura do cancelamento”. O espectador é alertado desde o início para não se levar muito a sério, pois a própria franquia nunca se levou. O filme tenta desenhar uma disputa entre a velha guarda e a nova geração, mas acaba sendo uma metralhadora de referências a quase tudo que bombou nas redes, nos cinemas e no noticiário nos últimos tempos.

  • As piadas envolvem gays do Grindr, Kanye West, Covid-19, ChatGPT, relatórios de Jeffrey Epstein, invasão do Capitólio norte-americano, streamers e muito mais.
  • Referências diretas a dezenas de outras produções, como “Wandinha”, “Pecadores”, “Guerreiras do K-Pop”, “Michael”, “Saltburn”, “Corra!” e mais.
  • No entanto, a estrutura fragmentada do filme faz com que as situações pareçam variações da mesma piada, e o humor vai patinando em clichês.

Os melhores momentos do filme acontecem quando os atores deixam a fixação por essa “nova geração” de lado e passam a fazer piadas sobre eles mesmos e a criticar a própria indústria cinematográfica. O desfecho do longa também consegue recuperar um pouco do fôlego, deixando evidente que os irmãos retomaram de fato o controle criativo da marca.

No entanto, para conseguir esticar a história em uma eventual sequência sem cair no lugar-comum e no cansaço criativo, apenas piadinhas sobre o “mimimi” da nova geração não vão colar. O filme é um presente para os ex-viúvos da franquia, mas precisa de mais criatividade e originalidade para continuar atraente.

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