Tiwani Contemporary: Uma Perda para a Arte Africana
A Tiwani Contemporary, uma das principais galerias de arte contemporânea africana e de sua diáspora, encerrou permanentemente seu espaço em Londres. Essa decisão foi atribuída a “desafios financeiros” agravados pelo aumento dos custos operacionais e por um “mercado difícil” para a arte contemporânea.
Fundada em 2011 por Maria Varnava, a Tiwani tem seu nome inspirado numa expressão iorubá nigeriana que significa “pertence a nós”. A galeria havia recentemente inaugurado um espaço em dois andares na Cork Street, uma das ruas mais movimentadas do circuito de galerias londrino, e um espaço em Lagos em 2022.
Legado e Impacto
A Tiwani Contemporary representou artistas como Theo Eshetu, Njideka Akunyili Crosby, Simone Leigh e Kapwani Kiwanga em fases iniciais de suas carreiras. A galeria também havia confirmado presença na feira Liste, em Basileia, no próximo mês, mas retirou sua participação devido ao fechamento.
Segundo Maria Varnava, “sou profundamente grata aos artistas que nos confiaram seu trabalho e aos colecionadores, curadores e colaboradores que apoiaram nossa visão”. O fechamento da galeria reflete uma tendência mais ampla de contração no mercado de arte africana, que ainda não se recuperou do pico de 116,5 milhões de dólares em vendas registrado em 2022.
- A galeria Tiwani Contemporary foi fundada em 2011 por Maria Varnava.
- A galeria representou artistas como Theo Eshetu, Njideka Akunyili Crosby e Simone Leigh.
- O fechamento da galeria é resultado de desafios financeiros e um mercado difícil para a arte contemporânea.
O processo de encerramento será conduzido pela BTG Begbies Traynor. A perda da Tiwani Contemporary é um golpe para a arte africana e sua diáspora, mas o legado da galeria continuará a inspirar e influenciar a comunidade artística.
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