Thiaguinho Oxigena o Pagode com Balanço Bem Black
O álbum “Bem black” de Thiaguinho é um desdobramento do disco “Hey, mundo!” lançado há onze anos, com incursões pelo R&B e o soul, mas sem se afastar do samba. Neste álbum ao vivo, o samba é o mote do repertório composto por 14 músicas inéditas e por sete regravações, misturado com toques de gêneros da música black em arranjos pautados pelos sopros.
Entre as regravações, há a abordagem do funk “Olhos coloridos” (Macau, 1982), brado de resistência e orgulho do povo negro que Thiaguinho reaviva com suingue em feat com a intérprete original do tema, Sandra de Sá. Além disso, o álbum também inclui regravações de “Primavera” e “Coleção” de Cassiano, e “Vai me ver feliz” com a participação do grupo paulista Sampa Crew.
O álbum “Bem black” é um manifesto de união e paz do povo negro, com faixas que expõem as boas vibrações de gravação alto astral, de tom festivo. A dupla de produtores, Thiaguinho e Wilson Prateado, também assina a composição que dá nome ao álbum, tema que exemplifica a essência do disco.
Algumas das faixas que se destacam no álbum incluem:
- “Conversa nova” (Vitão)
- “Me balançou” (Billy SP e Pierrot Jr.)
- “A rua não tá facil” (Rodriguinho e Thiaguinho)
- “Entra no clima” (Bombozinho, Joey Mattos e Milthinho)
No entanto, o álbum evidencia a supremacia do repertório antigo com o cancioneiro inédito reunido por Thiaguinho em “Bem black”. Essa é a limitação desse bom álbum oxigenado em que Thiaguinho vai além das fórmulas básicas do pagode sem se afastar do samba.
Em resumo, “Bem black” é um álbum que oxigena o pagode com balanço bem black, mas esbarra nos limites do repertório de álbum ao vivo. Com uma mistura de samba, R&B e soul, o álbum é um manifesto de união e paz do povo negro, com faixas que expõem as boas vibrações de gravação alto astral.
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