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Terapia CAR-T Cell mostra resposta de 87,5% em pacientes com linfoma

Terapia CAR-T Cell: Uma Nova Esperança para Pacientes com Linfoma

Um estudo recente sobre a terapia celular CAR-T Cell para o tratamento de linfoma e leucemia apresentou resultados extremamente promissores, com uma resposta de 87,5% em pacientes com linfoma não Hodgkin que já haviam passado por outros tratamentos sem sucesso. Essa pesquisa foi desenvolvida no Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde.

A terapia CAR-T Cell é uma abordagem inovadora que envolve a modificação de células T do paciente para que elas possam reconhecer e atacar as células cancerígenas. Os resultados preliminares desse estudo são considerados muito animadores e trazem uma esperança para os pacientes que precisam desse tratamento. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o Comitê de Inovação da Anvisa vai tratar desse produto como um dos produtos inovadores, acelerando a avaliação e o acompanhamento.

Detalhes do Estudo

  • O estudo ainda está em andamento, com novos pacientes sendo recrutados.
  • É necessário acompanhar os pacientes por pelo menos um ano após a aplicação da terapia para analisar os marcadores de segurança e eficácia.
  • O custo de aquisição do tratamento deve ser reduzido devido à escala de produção e ao envolvimento de instituições públicas e sem fins lucrativos.

Além disso, a pesquisa clínica da CAR-T Cell também contempla crianças e adolescentes, especialmente no caso da leucemia linfoide aguda, o câncer mais comum na infância. O governo federal também investiu R$ 180 milhões na segunda fase do programa Genomas Brasil, que visa mapear a diversidade genômica do país e desenvolver medicamentos personalizados.

O ministro da Saúde destacou que a nova lei de pesquisa clínica desburocratizou e encurtou os prazos de aprovação de estudos no país, aumentando a participação do Brasil no cenário internacional de pesquisas clínicas. Além disso, o mapeamento do exoma, viabilizado por laboratórios parceiros do projeto, passou a ser garantido pelo Ministério da Saúde para todos os centros de especialidades do SUS.

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