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Temperaturas dos oceanos atingiram recorde histórico em 2025, alertam cientistas

Temperaturas dos Oceanos Atingiram Recorde Histórico em 2025

De acordo com um estudo publicado recentemente na revista científica Advances in Atmospheric Sciences, os oceanos do planeta armazenaram mais calor em 2025 do que em qualquer outro ano desde o início das medições modernas. Esse volume de energia é equivalente a aproximadamente 37 vezes o consumo global de energia primária registrado em 2023.

A pesquisa reuniu dados analisados por mais de 50 cientistas de 31 instituições de pesquisa, incluindo o Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências e o NOAA/NCEI, dos Estados Unidos. Os resultados indicam que o aumento do calor oceânico em 2025 foi de 23 zettajoules, o que corresponde a 23 sextilhões de joules de energia.

Impactos do Aquecimento dos Oceanos

Os pesquisadores compilaram medições do conteúdo de calor oceânico (Ocean Heat Content – OHC) em diferentes regiões dos oceanos adjacentes aos continentes da Ásia, Europa e Américas. Como o aquecimento das águas não ocorre de forma uniforme, essa abordagem permitiu identificar com precisão o novo recorde histórico — o nono ano consecutivo em que o valor supera o do ano anterior.

Alguns dos impactos do aquecimento dos oceanos incluem:

  • Aumento da evaporação da água e chuvas mais intensas
  • Colaboração para a maior frequência de eventos climáticos extremos
  • Aumento da temperatura de superfície do mar, que pode favorecer a formação de tempestades e furacões

Os pesquisadores deixam claro que os resultados da análise fazem parte de uma sequência de dados anuais crescentes e preocupantes, de forma que “enquanto a temperatura da Terra continuar aumentando, o conteúdo de calor dos oceanos continuará a subir e os recordes continuarão a ser quebrados”.

É importante notar que a temperatura média anual global da superfície do mar (TSM) em 2025 foi o terceiro mais quente, ficando cerca de 0,5° C acima da média de referência de 1981-2010. Além disso, cerca de 16% da área oceânica global atingiu um nível recorde de conteúdo de calor oceânico (OHC), e cerca de 33% figuraram entre os três valores mais altos já registrados.

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