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Tabagismo segue em queda no Brasil, mas ritmo ameaça meta para 2030

Tabagismo no Brasil: Uma Queda Lenta, mas Persistente

O tabagismo é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, o número de fumantes tem diminuído ao longo dos anos, mas o ritmo de queda tem perdido velocidade nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a proporção de fumantes nas capitais estaduais tem caído em um ritmo mais lento desde 2015 e 2016.

Em 2006, aproximadamente 15,7% dos brasileiros faziam uso de tabaco; em 2023, esse valor era de 9,3%, o que representa uma redução média de 3,3% ao ano. No entanto, se esse ritmo for mantido, o país chegará a 2030 com uma prevalência de tabagismo de 7,96%, valor acima da meta de 6,24% estabelecida para a década.

Existem vários fatores que contribuem para essa desaceleração, incluindo a ausência de avanços regulatórios, o congelamento do preço dos cigarros entre 2016 e 2024, propostas de redução de preços dos produtos à base de tabaco, além do menor investimento em fiscalização e no combate ao contrabando. Além disso, o surgimento e a popularização dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) também contribui para que mais pessoas comecem a fumar.

  • A indústria do tabaco utilizou a base inicial dos cigarros eletrônicos e investiu fortemente em marketing para vender um novo produto à base de nicotina, com opções de sabores e aromas atrativos, sobretudo para os mais jovens.
  • Os DEFs reconfiguraram o consumo de nicotina, tornando-o mais discreto e socialmente aceito em determinados ambientes, o que enfraqueceu normas sociais que vinham se consolidando contra o ato de fumar.
  • O não cumprimento da meta em 2030 significa manutenção da carga elevada de morbimortalidade associada ao tabagismo, como por casos de câncer de pulmão, boca ou laringe, além de infarto, derrame, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e bronquite.

Diante dos sinais de desaceleração na queda do número de fumantes, retomar e fortalecer as estratégias antitabagistas são medidas importantes. Isso inclui campanhas públicas eficazes, fiscalização rigorosa, manutenção das proibições já estabelecidas e informações atualizadas constantemente sobre os riscos do cigarro. Além disso, o combate ao contrabando e a revisão da política tributária também são fundamentais.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito para quem quer parar de fumar, com apoio individual ou em grupo e uso de medicamentos como bupropiona e reposição de nicotina em goma ou adesivo, quando indicado. O tratamento combina suporte psicológico e farmacológico, aumentando a chance de abandonar o cigarro e ter recaídas.

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