Sustenta Carnaval: Transformando Fantasias em Novas Chances
O Carnaval é um evento que traz alegria e diversão para milhões de pessoas, mas também gera uma grande quantidade de resíduos. Para mudar essa história, o projeto Sustenta Carnaval foi criado com o objetivo de transformar fantasias em novas chances para outros foliões, diminuindo o desperdício e promovendo a sustentabilidade.
A fundadora do projeto, Mariana Pinho, avalia que o Sustenta Carnaval vai além da sustentabilidade, pois também visa a promoção de mais equidade social. Ela destaca que o projeto é uma forma de continuar o enredo das escolas de samba, que muitas vezes falam sobre preconceito e questões sociais, e que a reutilização das fantasias pode gerar emprego e renda para as pessoas do território que fazem parte do movimento samba.
O projeto tem um perfil diversificado de público, que inclui pessoas da arte, do mundo do Carnaval, amantes de moda, figurino e cenário. Essas pessoas têm uma experiência única ao visitar o espaço, onde podem ver e tocar as fantasias que seriam descartadas. Muitos ficam o dia inteiro no local, admirando a beleza e a criatividade das peças.
- No primeiro ano do projeto, em 2022, foram recolhidas três toneladas de resíduos de fantasias dos desfiles.
- No ano seguinte, o projeto se tornou parceiro da Rio Carnaval e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) na gestão de resíduos têxteis da Sapucaí.
- Desde então, mais de 23 toneladas de resíduos têm sido recolhidas todos os anos.
O material recolhido é encaminhado para um galpão no território da Pequena África, área da zona portuária do Rio de Janeiro, conhecida pela história e preservação da memória negra. O espaço é aberto ao público de quarta a sexta e aos sábados, na rua Pedro Ernesto, na Gamboa.
O Sustenta Carnaval é um exemplo de como a criatividade e a sustentabilidade podem se unir para criar algo novo e positivo. Ao transformar fantasias em novas chances, o projeto não apenas diminui o impacto ambiental do Carnaval, mas também promove a equidade social e a preservação da memória cultural.
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