Qualificação de Profissionais para Ampliar Oferta de Implantes Hormonais no SUS
O Ministério da Saúde está realizando a segunda fase de oficinas de qualificação para a inserção do implante contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon, no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é qualificar mais de 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta do método na rede pública.
As oficinas são presenciais e combinam teoria e prática com o uso de simuladores anatômicos. A carga horária foi ampliada para 12 horas no caso de enfermeiros e para seis horas para médicos. Além disso, os encontros incluem espaços de diálogo com gestores estaduais e municipais para apoiar a implementação do método do contraceptivo nos territórios.
Os profissionais serão qualificados para inserção, retirada e manejo de possíveis intercorrências do implante subdérmico. Além disso, as oficinas buscam reforçar a conduta nas consultas em saúde sexual e reprodutiva com uma abordagem abrangente, que inclui direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo, abordagem às violências na atenção primária à saúde e todos os demais métodos contraceptivos ofertados no SUS.
Números e Estatísticas
- Em 2025, o ministério distribuiu 500 mil unidades do implante subdérmico aos estados, priorizando municípios com mais de 50 mil habitantes e critérios de vulnerabilidade social.
- Para 2026, está prevista a entrega de mais 1,3 milhão de implantes subdérmicos, sendo que 290 mil já foram entregues.
- Na rede privada, o método pode custar até R$ 4 mil.
O implante subdérmico é um método considerado vantajoso para prevenir a gravidez não planejada em razão de sua longa duração e alta eficácia, pois pode atuar no organismo por até três anos. Após esse período, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo implante pode ser inserido imediatamente.
O Ministério da Saúde reforça que apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis. O Implanon se soma aos métodos contraceptivos já disponíveis gratuitamente no SUS, como preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral e vasectomia, entre outros.
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