Supernova mais antiga da história é detectada pelo telescópio James Webb
O Telescópio Espacial James Webb (JWST) fez uma descoberta histórica ao identificar a galáxia hospedeira de uma supernova que ocorreu há 730 milhões de anos, quando o Universo tinha apenas 5% de sua idade atual. Essa é a supernova mais antiga já registrada.
A detecção foi possível graças a um acompanhamento iniciado em março, quando telescópios ao redor do mundo captaram o brilho inicial do fenômeno. As observações de alta sensibilidade do Webb confirmaram que o clarão vinha do colapso de uma estrela massiva, o que permitiu estudar a galáxia da supernova.
Detalhes da pesquisa
Os detalhes da pesquisa foram compartilhados em dois artigos científicos publicados na revista Astronomy and Astrophysics Letters. O primeiro artigo se concentra na detecção da supernova e faz inferências diretas sobre o progenitor estelar no Universo primordial. O segundo artigo se concentra na detecção do astro pelo satélite SVOM e na caracterização detalhada de seu brilho residual multi-instrumental.
Os cientistas destacam que o resultado demonstra a capacidade do telescópio de identificar estrelas isoladas quando o Universo tinha apenas 5% de sua idade atual. Além disso, a supernova estudada apresenta comportamento próximo ao de supernovas observadas no Universo local, o que é surpreendente considerando as condições ambientais do início do cosmos.
- A supernova ocorreu há 730 milhões de anos, quando o Universo tinha apenas 5% de sua idade atual.
- A detecção foi possível graças a um acompanhamento iniciado em março, quando telescópios ao redor do mundo captaram o brilho inicial do fenômeno.
- As observações de alta sensibilidade do Webb confirmaram que o clarão vinha do colapso de uma estrela massiva.
O Webb também forneceu a primeira imagem da galáxia que abrigou a explosão, que apresenta características semelhantes às de outras existentes na mesma época. A equipe planeja novas campanhas com o Webb, buscando utilizar o brilho residual de futuras GRBs para obter “impressões digitais” das galáxias distantes onde elas ocorrem.
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