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Supercentenários brasileiros desafiam a ciência e mudam o conceito de envelhecimento

Supercentenários brasileiros desafiam a ciência e mudam o conceito de envelhecimento

O Brasil se tornou um importante laboratório natural para entender a longevidade, graças à presença de supercentenários que desafiam a ciência com sua lucidez, resistência imunológica e capacidade de adaptação. Essas pessoas, que vivem além dos 110 anos, estão no centro de uma das pesquisas mais instigantes sobre longevidade máxima no mundo.

A ciência da longevidade avançou muito nas últimas décadas, mas ainda enfrenta um problema estrutural: a maioria dos grandes bancos de dados genômicos do mundo é formada por populações homogêneas, sobretudo europeias. Isso cria um ponto cego relevante, pois não reflete a diversidade genética de populações miscigenadas como a brasileira.

O Brasil, com sua pluralidade étnica, formou uma das populações geneticamente mais diversas do planeta. Estudos genômicos com brasileiros acima dos 60 anos já identificaram milhões de variantes genéticas inexistentes nos bancos de dados globais. Entre os idosos e superidosos, surgem alterações únicas associadas à imunidade, manutenção celular e estabilidade do organismo.

Os supercentenários brasileiros são um grupo de pessoas que desafiam a ciência com sua longevidade e saúde. Eles não são uma elite da longevidade, com acesso à medicina de ponta desde sempre. Pelo contrário, muitos viveram grande parte da vida em áreas com pouco acesso a serviços de saúde. Ainda assim, chegaram aos 110 anos — ou mais — com a mente preservada e autonomia para tarefas simples do dia a dia.

Alguns casos são emblemáticos, como o de uma mulher de 110 anos cujas sobrinhas chegaram aos 100, 104 e 106 anos. A mais velha ainda participava de campeonatos de natação aos 100. Isso sugere que a longevidade pode ser influenciada por fatores genéticos e epigenéticos.

Os pesquisadores descobriram que os supercentenários brasileiros têm um organismo que resiste ao envelhecimento. As células imunológicas deles mantêm ativos sistemas de “limpeza” celular semelhantes aos de pessoas muito mais jovens. O organismo continua reciclando proteínas, eliminando danos e preservando funções. O sistema imune, em vez de ir enfraquecendo, vai se reorganizando.

Além disso, os supercentenários brasileiros não relatam restrições alimentares marcantes, o que sugere que a resiliência biológica é um fator importante para a longevidade. A diversidade desempenha um papel importantíssimo quando o assunto é longevidade, e os supercentenários brasileiros são um exemplo disso.

Em resumo, os supercentenários brasileiros desafiam a ciência e mudam o conceito de envelhecimento. Eles são um exemplo de como a longevidade pode ser influenciada por fatores genéticos, epigenéticos e ambientais. A pesquisa sobre esses indivíduos pode nos ajudar a entender melhor como podemos promover a saúde e a longevidade em todas as idades.

  • Os supercentenários brasileiros têm uma longevidade e saúde excepcionais.
  • A diversidade genética é um fator importante para a longevidade.
  • A resiliência biológica é um fator importante para a longevidade.

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