Descoberta no Cerrado: Peptídeo de Rã Aumenta Vida Útil de Morangos
Um estudo realizado por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) revelou que um peptídeo isolado da pele de uma rã do Cerrado brasileiro pode aumentar a vida útil de morangos. O peptídeo Ctx(Ile21)-Ha foi testado em morangos da variedade Oso Grande, e os resultados mostraram que, após cinco minutos de contato com a molécula, as frutas mantiveram suas características por mais tempo.
De acordo com Eduardo Festozo Vicente, coordenador do Laboratório de Equipamentos Multiusuários da Faculdade de Engenharia e Ciências (Lemu-FCE) da Unesp-Tupã, o peptídeo não interferiu no sabor da fruta e não afetou significativamente os compostos fenólicos ou os sólidos solúveis totais. Isso indica que a molécula preservou a composição química da fruta.
Mecanismo de Ação
O peptídeo Ctx(Ile21)-Ha é uma molécula antimicrobiana que faz parte do sistema defensivo da rã. Embora os estudos microbiológicos ainda não tenham sido realizados, a hipótese é que o peptídeo possa reduzir a presença de microrganismos na fruta, aumentando sua vida útil.
Os experimentos foram realizados em triplicata, o que diminui a variabilidade e o grau de erro. As amostras foram mantidas em uma incubadora a 5 °C por seis dias, e os parâmetros físico-químicos e bioquímicos foram avaliados nos dias 0, 1, 2, 3, 4 e 5.
Próximos Passos
O próximo passo é realizar estudos microbiológicos para entender melhor a ação do peptídeo. Além disso, o grupo visa produzir o peptídeo em larga escala e criar um filme comestível para envolver frutas com casca.
É importante notar que o peptídeo Ctx(Ile21)-Ha ainda não tem regulamentação de uso no Brasil, mas o grupo acredita que o processo de regulamentação não será um problema, pois já existem outros peptídeos comerciais aprovados e em uso no país.
- O peptídeo Ctx(Ile21)-Ha foi isolado da pele de uma rã do Cerrado brasileiro.
- O peptídeo aumentou a vida útil de morangos da variedade Oso Grande.
- O mecanismo de ação do peptídeo ainda não foi totalmente elucidado, mas a hipótese é que ele reduza a presença de microrganismos na fruta.
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