Starlink atinge marco histórico com 10 mil satélites ativos
A SpaceX, empresa de Elon Musk, alcançou um marco histórico ao ultrapassar a marca de 10 mil satélites ativos em sua constelação Starlink. Isso ocorreu após o lançamento de um foguete Falcon 9 que colocou mais 25 unidades em órbita.
Com essa nova remessa, a rede conta agora com 10.020 satélites em operação simultânea. Desde maio de 2019, a empresa já enviou 11.529 equipamentos ao espaço, mas parte desse total saiu de órbita ou recebeu substituição por modelos mais novos ao longo dos anos.
Domínio global e expansão
A Starlink é a maior rede de satélites ativos em órbita, respondendo por cerca de dois terços de todos os satélites ativos que orbitam a Terra. A segunda maior rede, a OneWeb, possui apenas 654 unidades em funcionamento.
O ritmo de expansão da Starlink em 2026 é impressionante, com uma média de um lançamento a cada 2,3 dias. Isso permitiu que a marca atingisse mais de 10 milhões de clientes em 160 países, ampliando a influência geopolítica da companhia em diversas regiões do globo.
Desafios e preocupações
Para evitar colisões a 27 mil km/h, a SpaceX utiliza um sistema de gestão de tráfego autônomo. Em 2025, os satélites realizaram cerca de 300 mil manobras evasivas, o que representa uma média de 40 correções de rota para cada unidade apenas no último ano.
No entanto, especialistas demonstram preocupação com o acúmulo de objetos na órbita terrestre. O receio é que eventuais acidentes gerem detritos em uma reação em cadeia, o que inviabilizaria certas altitudes para o uso humano por muitos anos.
- Os planos de Musk não param por aqui, com a SpaceX possuindo autorização para chegar a 42 mil satélites.
- A empresa estuda lançar até um milhão de unidades adicionais no futuro, que servirão como centros de processamento de dados para inteligência artificial diretamente do espaço.
- O avanço da frota assegura uma conexão mais estável e veloz, sobretudo em áreas remotas onde o acesso via cabo é inexistente.
Com uma densidade maior de equipamentos, a rede suporta mais dados e reduz o risco de interrupções para os usuários. Além disso, o foco em processamento espacial deve transformar o serviço em uma infraestrutura global de computação avançada.
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