SP confirma segundo caso importado de sarampo
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso importado de sarampo no estado. O paciente é um homem de 42 anos, morador da Guatemala, que tem histórico de vacinação.
O caso foi identificado no final de março, na cidade de São Paulo, e confirmado por exames laboratoriais. O estado de saúde do paciente não foi informado.
Este é o segundo caso importado de sarampo identificado no estado de São Paulo em 2026, ou seja, sem transmissão local do vírus. O primeiro caso do ano foi o de um bebê de seis meses que não foi vacinado e esteve na Bolívia em janeiro.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), os países da América continuam enfrentando a doença. No ano passado, por exemplo, 14.767 registros de sarampo foram confirmados em 13 países das Américas. Só neste ano, foram confirmados 15,3 mil casos, sendo que México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá respondem pela maioria deles.
O que é sarampo?
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Os principais sintomas da doença são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5ºC, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves, podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.
A vacinação contra o sarampo é extremamente importante e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade (tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola) e a segunda aos 15 meses (tetra viral – sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
Alguns pontos importantes sobre a prevenção do sarampo incluem:
- Vacinação: a principal forma de prevenção contra a doença.
- Evitar contato com pessoas infectadas.
- Mantenha-se informado sobre a situação epidemiológica em sua região.
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