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Samsung “fica mais chinesa” para evitar celulares mais caros; entenda tática

A Samsung e a Estratégia de Redução de Custo

A Samsung está adotando uma nova estratégia para reduzir os custos de produção de seus smartphones. De acordo com informações do portal sul-coreano DealSite, a empresa está aumentando a quantidade de fornecedores chineses para montar seus aparelhos, em detrimento de parceiras locais da Coreia do Sul.

Essa mudança é uma resposta direta ao aumento global no preço de componentes, especialmente memória e chips, impulsionado pela demanda crescente de empresas de inteligência artificial como OpenAI, Microsoft e Google. Esse fenômeno, chamado de “chipflation” (ou “inflação dos chips”), tem pressionado os custos de produção de smartphones.

Exemplos de Mudanças na Cadeia de Suprimentos

  • A Samsung teria fechado acordo com a chinesa CSOT para fornecimento de painéis OLED para modelos como o Galaxy A57.
  • Até então, esses componentes eram majoritariamente produzidos pela própria Samsung Display.
  • A mudança indica uma tentativa clara de reduzir custos em modelos mais acessíveis, onde a margem de lucro é menor e a sensibilidade a preço é maior.

A estratégia não se limita aos displays. A Samsung também estaria ampliando o uso de fornecedores chineses em outras áreas críticas, como no caso dos dobráveis, onde a empresa teria substituído fornecedores tradicionais do mecanismo de dobra por empresas chinesas.

Impacto sobre Fornecedores Coreanos

O movimento pressiona empresas sul-coreanas que tradicionalmente fazem parte do ecossistema da Samsung. Com a necessidade de cortar custos, fornecedores locais estariam enfrentando pedidos de redução de preços ao mesmo tempo em que perdem espaço para concorrentes chineses.

Além disso, há um fator adicional: a evolução tecnológica das empresas chinesas. Embora ainda exista percepção de vantagem técnica por parte de fabricantes coreanos, o gap vem diminuindo rapidamente, o que reforça a viabilidade da troca.

A Samsung está buscando alternativas mais baratas para reduzir os custos de produção de seus smartphones, e a China aparece como principal candidata. Isso pode ser um exemplo de como a empresa está tentando manter a competitividade no mercado de smartphones.

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