Remédios que Podem Afetar a Segurança ao Dirigir
A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado sobre a epidemia de transtornos mentais, incluindo ansiedade e depressão, que afeta muitas pessoas em todo o mundo. Além disso, a prática de automedicação é comum em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. No entanto, o que nem todos sabem é que o uso de certos medicamentos pode comprometer a capacidade de dirigir um veículo com segurança.
De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Adriano Isabella, uma diretriz recente lista e classifica medicamentos que podem comprometer a capacidade do motorista de conduzir um veículo com segurança. Isabella destaca que o ato de dirigir é complexo e envolve a coordenação dos sentidos humanos, incluindo a capacidade de cognição e a função motora do condutor.
Existem vários fatores que influenciam na intensidade e na duração dos efeitos de medicamentos que podem comprometer a condução de um veículo, incluindo a capacidade de metabolização, a idade, o peso, a dose, o horário em que o remédio foi tomado e a combinação com álcool. Alguns exemplos de categorias de remédios que podem afetar a segurança ao dirigir incluem:
- Analgésicos: O uso de opióides pode aumentar o risco de sinistros de trânsito, enquanto o uso de ácido acetilsalicílico e paracetamol não parece ter um impacto significativo na capacidade de dirigir.
- Relaxantes musculares: O uso de carisoprodol e ciclobenzaprina pode causar sedação, raciocínio lento e falha de atenção, aumentando o risco de acidentes de trânsito.
- Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos: O uso de benzodiazepínicos pode aumentar o risco de sinistros automobilísticos, enquanto o uso de buspirona não parece ter um impacto significativo na capacidade de dirigir.
- Antidepressivos: O uso de tricíclicos pode aumentar o risco de sinistros automobilísticos, especialmente em condutores idosos, enquanto o uso de inibidores seletivos de serotonina é geralmente bem tolerado.
- Antialérgicos: O uso de anti-histamínicos de primeira geração pode prejudicar significativamente o desempenho ao dirigir, enquanto o uso de anti-histamínicos de terceira geração não parece ter um impacto significativo.
É importante lembrar que a capacidade de dirigir um veículo com segurança pode ser afetada por muitos fatores, incluindo a combinação de medicamentos e a presença de condições médicas subjacentes. Portanto, é fundamental consultar um médico antes de dirigir um veículo, especialmente se você estiver tomando medicamentos que possam afetar a sua capacidade de conduzir.
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