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SADE E SPANDAU BALLET: A CONEXÃO ANTES DA FAMA

Antes de Sade Adu conquistar o mundo com sua voz serena e sua elegância minimalista, ela circulava por uma Londres bem mais barulhenta, colorida e teatral. Foi nesse ambiente, entre estudantes de arte, estilistas independentes e frequentadores de clubes noturnos, que seu caminho se encontrou com o do Spandau Ballet.

O elo documentado entre eles não envolve romance, dueto ou parceria em estúdio. A relação nasceu da moda, da convivência em uma pequena rede criativa londrina e de uma viagem que reuniu roupas, música e ambição em Nova York.

Antes do microfone, a moda

A música não era o primeiro plano profissional de Sade. Ela estudou moda na Saint Martin’s School of Art, em Londres, com formação voltada especialmente ao vestuário masculino. Nos primeiros anos da década de 1980, participou de iniciativas independentes nas quais jovens criadores produziam, divulgavam e apresentavam as próprias roupas.

Uma delas foi a Axiom, cooperativa organizada pelo designer Jon Baker. O coletivo reunia nomes como Melissa Caplan, Fiona Dealey, Chris Sullivan e Sade, que já desenvolvia peças marcadas por alfaiataria, referências masculinas e certa ambiguidade entre os gêneros.

Nova York, 1981: moda e música no mesmo palco

A conexão ganhou sua imagem mais clara em maio de 1981. Um grupo de jovens criadores londrinos viajou a Nova York para apresentar a moda da Axiom, enquanto o Spandau Ballet realizava sua primeira apresentação nos Estados Unidos, no Underground Club.

Documentos reunidos pelo Design Museum de Londres registram Sade entre os designers da cooperativa e apresentam fotografias dela em Nova York usando peças da marca Lubel Adu.

O convite que mudou o caminho de Sade

Robert Elms, personagem central daquela turma, recordou à revista MOJO que Sade estava envolvida com o trabalho do Spandau quando seu amigo Lee Barrett, então empresário do Pride, perguntou se ela sabia cantar.

Sade aceitou. O que poderia ter sido apenas mais uma colaboração entre amigos transformou-se em uma nova carreira. Dentro do Pride, ela começou a apresentar um repertório mais contido e sofisticado ao lado de músicos como Stuart Matthewman e Paul Denman.

Esse pequeno núcleo acabaria se separando do grupo maior e formando a banda Sade, posteriormente completada pelo tecladista Andrew Hale.

Conclusão

A ligação com o Spandau Ballet, portanto, teve um efeito indireto, mas decisivo. Sade já estava sendo vista como uma criadora completa — capaz de desenhar, vestir, modelar e construir uma imagem — quando a música passou a ocupar o centro de sua vida.

As duas histórias permanecem ligadas. Antes dos contratos milionários, das turnês internacionais e dos clássicos do rádio, Sade Adu e Spandau Ballet fizeram parte de uma geração que não separava música de moda, nem aparência de identidade artística.

  • A conexão entre Sade e Spandau Ballet foi fundamental para o início da carreira musical de Sade.
  • A moda foi um elo importante entre os dois, com Sade estudando moda e trabalhando com designers independentes.
  • A viagem a Nova York em 1981 foi um momento chave para a conexão entre os dois, com Sade apresentando sua moda e o Spandau Ballet realizando sua primeira apresentação nos Estados Unidos.

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