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Ruivos enfrentam problemas de cicatrização de feridas, descobrem cientistas

Descoberta Científica: Ruivos Enfrentam Problemas de Cicatrização de Feridas

Um estudo recente publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelou uma conexão surpreendente entre a genética, a inflamação e a cicatrização de feridas. Os pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, descobriram que o gene MC1R, responsável pela pigmentação da pele e dos cabelos, desempenha um papel crucial na recuperação de feridas, especialmente em pessoas ruivas.

Condições como úlceras diabéticas, escaras e outras feridas de difícil cicatrização afetam milhões de pessoas e representam um grande desafio para a saúde pública. A inflamação é uma parte essencial do reparo tecidual, mas em feridas crônicas, ela pode persistir por tempo excessivo, comprometendo as etapas seguintes do processo de cicatrização.

O que o Estudo Revelou?

A atividade do MC1R varia de acordo com a cor do cabelo. Indivíduos com cabelos castanhos ou pretos tendem a apresentar variantes funcionais do gene, enquanto pessoas ruivas geralmente possuem versões inativas ou parcialmente inativas. Os loiros e loiras ficam num meio-termo, com algum nível de atividade preservado.

Os cientistas analisaram vias pró-resolutivas, responsáveis por encerrar a inflamação e promover a reconstrução da pele, usando dados de sequenciamento de RNA de célula única de feridas humanas. Os resultados foram consistentes: a desregulação do eixo POMC-MC1R apareceu como uma característica comum em feridas crônicas.

Tratamento e Perspectivas

Os pesquisadores testaram um agonista tópico do MC1R, aplicado sobre metade dos camundongos feridos, enquanto a outra metade recebeu apenas um gel neutro após o desbridamento. Os resultados surpreenderam a equipe, mostrando que a ativação seletiva do MC1R restaurou a cicatrização, reduziu o exsudato, melhorou a formação de vasos sanguíneos, diminuiu a produção de NETs e até reduziu a formação de cicatrizes em feridas agudas.

Embora o tratamento só funcione quando o MC1R é ao menos parcialmente funcional, o potencial clínico é significativo. Parte expressiva das pessoas com feridas crônicas possui alguma atividade preservada do MC1R, o que abre caminho para intervenções direcionadas. Segundo a equipe, ensaios clínicos em humanos estão próximos de começar.

  • O gene MC1R desempenha um papel crucial na recuperação de feridas, especialmente em pessoas ruivas.
  • A atividade do MC1R varia de acordo com a cor do cabelo.
  • O tratamento com agonista tópico do MC1R pode restaurar a cicatrização e reduzir a formação de cicatrizes.

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