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Rosana Paulino, Diane Lima e Adriana Varejão: o trio feminino inédito que representa o Brasil na Bienal de Veneza 2026

Rosana Paulino, Diane Lima e Adriana Varejão: o Trio Feminino Inédito que Representa o Brasil na Bienal de Veneza 2026

A arte brasileira é marcada por um protagonismo feminino evidente, com mulheres icônicas como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Maria Martins, Mira Schendel e Lygia Clark pavimentando os caminhos da nossa arte ao longo de sua história. No entanto, a representação nacional na Bienal de Veneza nunca refletiu com justiça e precisão essa presença fundamental. Mas isso está prestes a mudar com a 61ª edição do evento, que reúne três potentes vozes da nossa produção artística: as artistas Adriana Varejão e Rosana Paulino, sob a curadoria de Diane Lima.

A curadoria de Diane Lima é um marco importante, pois ela é a primeira mulher negra a ocupar esse espaço. A escolha das artistas Adriana Varejão e Rosana Paulino foi inspirada no texto curatorial da Bienal de Veneza, escrito pela camaronesa-suíça Koyo Kouoh. Diane comenta que a ideia de se inspirar na planta “comigo-ninguém-pode” veio de um insight ao ver a mostra individual de Rosana Paulino em Nova York.

  • Adriana Varejão é conhecida por suas pinturas que exploram a iconografia barroca e a história colonial do Brasil.
  • Rosana Paulino é uma artista que trabalha com diferentes mídias, incluindo escultura, instalação e desenho, e é conhecida por suas obras que exploram a história e a cultura afro-brasileira.
  • Diane Lima é uma curadora e pesquisadora que se dedica a promover a arte brasileira e a arte negra em geral.

A conexão entre as três mulheres foi profunda e completa, revelam as artistas. Elas trabalharam juntas para criar uma instalação conjunta que refletisse a beleza e a tragédia da história brasileira. A ideia de se inspirar na planta “comigo-ninguém-pode” foi um ponto de partida para a criação de obras inéditas e surpreendentes.

A presença brasileira na Bienal de Veneza tem implicações que vão muito além da representação geográfica. O trio reflete que a ocupação do pavilhão brasileiro é extremamente importante, pois nunca houve uma composição com três mulheres, duas delas negras, e uma curadora negra. Isso coloca ali as questões de um Brasil que não foi visto, que não foi pensado, um país que não se investigou enquanto historicidade.

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