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Ronaldo Fraga: “A roupa é um instrumento político poderosíssimo. A arte, nem se fala”

Ronaldo Fraga: A Roupa como Instrumento Político

O estilista mineiro Ronaldo Fraga, com 30 anos de carreira, está trazendo sua arte para as ruas de São Paulo. Com 30 painéis espalhados ao longo da ciclovia da Avenida Paulista, Fraga transforma o corredor cultural mais denso do país numa galeria a céu aberto. A exposição “Conquistas: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro” é uma homenagem ao trabalhador brasileiro e uma reflexão sobre a condição humana em relação à máquina.

A inspiração para a exposição veio do clássico filme de Fritz Lang, “Metrópolis”, de 1927. Fraga afirma que a obra de Lang ainda tem muito a dizer sobre a condição do trabalhador e a relação entre o homem e a máquina. A exposição é uma oportunidade para Fraga expressar sua visão de mundo e sua crítica à sociedade contemporânea.

Para Fraga, a roupa é um instrumento político poderosíssimo, e a arte é uma forma de expressar essa política. Ele acredita que o ato de escolher a roupa é um ato político, assim como o que se come, lê ou frequenta. A exposição é uma forma de Fraga expressar sua política e sua visão de mundo.

A exposição é composta por 30 painéis que trabalham as cores de São Paulo: vermelho, preto e branco. Os desenhos têm uma cara de HQ ou de cartaz de cinema antigo, dos anos 1920 e 1930. Fraga queria que as pessoas localizassem o trabalhador, a mulher, o homem e o cenário urbano nos desenhos.

Entre as homenagens da exposição, estão Tarsila do Amaral, Lina Bo Bardi e Pagu, três mulheres que trabalharam muito e foram reconhecidas de formas muito diferentes em vida. Fraga afirma que essas mulheres foram faróis na construção da igualdade de gênero e que não podem se apagar jamais.

A exposição “Conquistas: Lutas e Vitórias do Trabalhador Brasileiro” está disponível para visitação até 31 de maio, na ciclovia da Avenida Paulista, entre a Rua Augusta e a Alameda Campinas.

  • A exposição é uma homenagem ao trabalhador brasileiro e uma reflexão sobre a condição humana em relação à máquina.
  • A inspiração para a exposição veio do clássico filme de Fritz Lang, “Metrópolis”, de 1927.
  • A exposição é composta por 30 painéis que trabalham as cores de São Paulo: vermelho, preto e branco.
  • As homenagens da exposição incluem Tarsila do Amaral, Lina Bo Bardi e Pagu, três mulheres que trabalharam muito e foram reconhecidas de formas muito diferentes em vida.

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