Rochas Plásticas: Uma Ameaça às Tartarugas em um Arquipélago Brasileiro
Nem as regiões mais remotas do globo estão livres da poluição por plásticos. Um estudo recente publicado no Marine Pollution Bulletin detectou a presença de rochas plásticas na Ilha da Trindade, um ponto mais ao leste do Brasil. Essas rochas plásticas são aglomerados de plástico e sedimentos naturais, resultado principalmente da ação humana, como fogueiras, sobre o lixo nas praias.
Os pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) observaram que os ninhos da tartaruga-verde (Chelonia mydas) são especialmente propícios para o plástico se acumular e ser soterrado, o que aumenta as chances de permanecer no registro geológico e comprometer a conservação da espécie. Além disso, a maioria do macro e do microplástico se acumula justamente nas depressões em que as tartarugas enterram os ovos anualmente.
Consequências da Poluição Plástica
A presença de lixo plástico, inclusive no formato de rochas plásticas, é sintomática da poluição que não poupa nem pontos isolados do globo. A ingestão desse plástico pela fauna, incluindo tartarugas, peixes, aves e caranguejos, é uma preocupação importante. Além disso, a erosão das rochas plásticas pode espalhar fragmentos para outras praias da ilha, aumentando a área afetada.
Os resultados do estudo reforçam a necessidade de políticas públicas para gerenciar os resíduos plásticos, especialmente de cordas marítimas, além de ações coordenadas para a limpeza de praias, com prioridade para as que abrigam vida selvagem diretamente afetada pela poluição.
- Políticas públicas para gerenciar resíduos plásticos
- Ações coordenadas para a limpeza de praias
- Prioridade para praias que abrigam vida selvagem afetada pela poluição
É fundamental tomar medidas para reduzir a poluição plástica e proteger a biodiversidade da Ilha da Trindade e de outros ecossistemas afetados. A conservação da natureza e a proteção da vida selvagem dependem da ação humana responsável e sustentável.
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