Retrospectiva 2025: Dez Álbuns Brasileiros que Soaram Afinados
O ano de 2025 foi marcado por uma proliferação de lançamentos musicais, com milhares de álbuns, EPs e singles sendo disponibilizados a cada semana nos aplicativos de áudio. Diante dessa vastidão, qualquer lista de melhores discos do ano tende a ser limitada e subjetiva, refletindo o gosto e os critérios de quem a elabora.
Feita essa ressalva, o Blog do Mauro Ferreira elege dez álbuns de artistas brasileiros que se destacaram em 2025 pela excelência na produção fonográfica nacional. Esses álbuns, listados em ordem cronológica de lançamento, merecem ser lembrados na retrospectiva musical de 2025:
- Diamantes, lágrimas e rostos para esquecer – BK: O rapper carioca conectou-se com a MPB nesse álbum, lançado em 28 de janeiro, apresentando uma coesão de beats, feats e samples que reafirmou sua identidade.
- Quanto mais eu como, mais fome eu sinto – Djonga: O rapper mineiro mostrou que continua com fôlego e fome de bola nesse álbum, lançado em 13 de março, que trouxe a voz de Milton Nascimento no rap “Demoro a dormir”.
- Nem lágrima nem dor – Eliana Pittman: A cantora carioca bateu asas e alçou um dos voos mais arrojados de sua discografia nesse álbum, lançado em 20 de março, que renovou o repertório de Jorge Aragão com arranjos e produção musical de Rodrigo Campos.
- Uma estrela para Dalva – Alaíde Costa: A cantora prestou tributo a Dalva de Oliveira nesse álbum, lançado em 9 de maio, que apresentou duos com instrumentistas como Antonio Adolfo, Guinga e Amaro Freitas.
- Caro vapor II – Qual a forma de pagamento? – Don L: O rapper brasiliense injetou sangue novo no rap nativo nesse álbum, lançado em 16 de junho, que misturou baião, bossa nova, Dorival Caymmi, Itamar Assumpção, samba e Neptunes com funk, R&B e rap.
- Quinhão – Mosquito: O pagode marcou presença forte no mercado de shows e nas playlists de 2025, mas nenhum nome do gênero alcançou a altitude do partido de Mosquito nesse álbum, lançado em 17 de julho.
- Rock doido – Gaby Amarantos: A artista paraense fez a festa nesse álbum, lançado em 29 de agosto, que soou como o set de um DJ em aparelhagem de Belém e celebrou a cultura festiva do tecnobrega.
- Novo testamento – Ajuliacosta: A rapper paulista hasteou a bandeira da liberdade feminina nesse álbum, lançado em 15 de setembro, que propôs uma outra ordem mundial em que mulheres jamais se deixam oprimir pelo machismo.
- Eita – Lenine: O artista pernambucano reapareceu na melhor das formas nesse álbum, lançado em 28 de novembro, que costurou afetos em celebração da família e do Nordeste.
- Bicudos dois – Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta: O último grande álbum de 2025, lançado em 11 de dezembro, reavivou as tradições do canto em dupla, apresentando uma seleção de repertório raro e arranjos surpreendentes.
Esses álbuns, escolhidos de acordo com o gosto e os critérios do colunista e crítico musical do g1, merecem ser lembrados na retrospectiva musical de 2025. Cada um deles trouxe uma contribuição única para a cena musical brasileira, seja através da inovação, da tradição ou da celebração da cultura.
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