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Restos de antigo zoológico da elite com 3 mil anos de idade são achados na China

Descoberta Arqueológica na China Revela Zoológico da Idade do Bronze

Uma equipe de arqueólogos trabalhando nas Ruínas de Yin, um sítio arqueológico localizado em Anyang, na China, fez uma descoberta significativa que pode reescrever a história da relação entre humanos e animais selvagens na região. Eles identificaram evidências de um zoológico da Idade do Bronze, ligado à elite da dinastia Shang, que data de cerca de 3 mil anos atrás.

A principal pista sobre essa relação está nos sinos de bronze encontrados junto aos restos dos animais, alguns possivelmente presos ao pescoço deles. Essa descoberta foi feita em 19 fossas fúnebres escavadas entre 2023 e 2024 em uma das áreas arqueológicas mais importantes do país.

O Significado da Descoberta

A descoberta vem de uma coleção altamente diversa de animais selvagens, incluindo veados, lobos, tigres, leopardos, raposas, javalis, porcos-espinhos, cabras selvagens e búfalos-d’água domesticados. Além disso, foram identificadas ao menos cinco espécies de aves, incluindo cisnes, garças, gansos, falcões e grandes aves de rapina.

Para os pesquisadores, a presença simultânea de predadores e presas em um mesmo contexto ritual reforça a ideia de um sistema logístico complexo. A diversidade das espécies pode ajudar a reconstruir o clima e os ecossistemas do final do período Shang, indicando a existência de florestas, áreas montanhosas e zonas úmidas hoje alteradas ou desaparecidas.

Algumas das principais características da descoberta incluem:

  • 29 sinos de bronze recuperados, alguns localizados diretamente ao redor do pescoço de animais selvagens.
  • Uma coleção diversa de animais selvagens, indicando planejamento, controle humano e um sistema organizado de obtenção e manejo da fauna.
  • A presença de predadores e presas em um mesmo contexto ritual, reforçando a ideia de um sistema logístico complexo.

A descoberta tem implicações científicas mais amplas, ajudando a reconstruir o clima e os ecossistemas do final do período Shang. Além disso, reforça a ideia de que o domínio político da elite não se limitava às pessoas, mas também se estendia à natureza, incluindo a captura, manutenção e sacrifício de animais raros como parte central da vida ritual.

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