Restauração da Coroa Amassada do Louvre
A coroa real de 170 anos, um dos itens mais emblemáticos do acervo do Museu do Louvre, em Paris, foi danificada durante o roubo ao local em outubro. O objeto passará por um processo de restauração que deve custar cerca de R$ 245 mil.
De acordo com as autoridades do museu, a coroa foi criada para a Exposição Universal de Paris de 1855 e é adornada com 56 esmeraldas, 1.354 diamantes e oito águias douradas. A boa notícia é que a maior parte da ornamentação da coroa permanece intacta, com apenas pequenos fragmentos de diamante e uma das águias desaparecidos.
A restauração da coroa será supervisionada por um comitê científico que reunirá profissionais da própria instituição e de outros museus, como o d’Orsay e o de História Natural. Além disso, representantes de cinco joalherias históricas francesas também participarão do processo.
- A coroa foi encomendada por Napoleão III ao joalheiro oficial da família imperial, Alexandre Gabriel Lemonnier.
- A peça é uma das únicas três coroas de governantes franceses ainda existentes no país.
- O processo de restauração deve ser concluído até o fim do ano, quando a peça voltará à exposição pública.
O diretor de artes decorativas do museu, Olivier Gabet, manifestou esperança de que os elementos desaparecidos, como a águia dourada, sejam recuperados até lá. Quando retornar às vitrines da Galeria Apollo, a joia imperial deverá carregar não apenas o peso de sua origem no século 19, mas também a marca de um dos episódios mais dramáticos recentes da história do museu francês.
A restauração da coroa é um processo complexo que exigirá habilidade e cuidado para preservar a integridade da peça. Com a participação de especialistas de renome, é esperado que a coroa seja restaurada à sua forma original e continue a ser um símbolo importante da história francesa.
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