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Rastreamento do câncer do colo do útero no SUS é pior entre não brancas e indígenas

Desigualdades no Rastreamento do Câncer do Colo do Útero no SUS

O acesso ao rastreamento do câncer do colo do útero no Sistema Único de Saúde (SUS) é desigual entre mulheres não brancas e indígenas, de acordo com um estudo publicado na Revista Brasileira de Cancerologia. Os pesquisadores analisaram dados de atendimentos do SUS entre 2021 e 2023 e encontraram disparidades raciais e regionais no rastreamento da doença.

As conclusões do estudo mostram que a cobertura do rastreamento do câncer do colo do útero é maior entre mulheres brancas (43,71%), seguida por mulheres indígenas (37,58%) e não brancas (36,2%). Essas desigualdades são resultado de fatores históricos que influenciam a renda, escolaridade, moradia e acesso aos serviços de saúde.

Desigualdades Regionais

As análises regionais também revelaram desigualdades importantes. As Regiões Sul e Sudeste apresentaram as maiores coberturas, com quase metade das mulheres rastreadas para a doença. Já as Regiões Norte e Centro-Oeste registraram os menores valores, com cerca de 70% das mulheres não passando por exames de detecção para a doença no período analisado.

Os resultados do estudo podem ser usados para planejar a oferta direcionada às mulheres que nunca realizaram o rastreamento ou que estão com exames em atraso, focando nos grupos de maior vulnerabilidade racial e geográfica.

Meta da Organização Mundial da Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece como meta que, até 2030, 70% das mulheres tenham realizado ao menos um teste de rastreamento até os 35 anos. No entanto, no grupo analisado, a cobertura média foi de apenas 39,03%.

Para alcançar essa meta, é necessário olhar para o panorama atual e considerar fatores sociais e raciais durante o desenvolvimento dos planos. Além disso, a recente incorporação do teste de DNA do HPV no SUS pode ser decisiva para ampliar o alcance do rastreamento.

Os principais pontos do estudo incluem:

  • Desigualdades raciais e regionais no rastreamento do câncer do colo do útero no SUS;
  • Cobertura do rastreamento mais alta entre mulheres brancas;
  • Regiões Sul e Sudeste com as maiores coberturas;
  • Necessidade de considerar fatores sociais e raciais durante o desenvolvimento dos planos.

Em resumo, o estudo destaca a importância de considerar as desigualdades raciais e regionais no acesso ao rastreamento do câncer do colo do útero no SUS. Com a recente incorporação do teste de DNA do HPV, há um grande potencial de redução das desigualdades, desde que o modelo adotado seja organizado e considere as necessidades específicas de cada grupo.

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