Rainha Camilla Reforça Apoio às Vítimas de Violência
A Rainha Camilla utilizou uma ocasião especial para se posicionar contra a violência contra mulheres e meninas, enquanto os recentes escândalos envolvendo o ex-príncipe Andrew continuam a lançar sombra sobre a família real. Em uma recepção realizada no dia 10 de março no Palácio de St. James, em Londres, Camilla, de 78 anos, marcou o 15º aniversário da organização Mulheres do Mundo (WOW) e o Dia Internacional da Mulher com um discurso carregado de emoção e compromisso.
Como presidente da WOW, a Rainha tem uma longa trajetória de defesa das mulheres que sofreram abusos e agressões sexuais. Durante o evento, que contou com a presença de convidados como a atriz Miriam Margolyes, ela declarou: “A todos os sobreviventes de todos os tipos de violência, muitos dos quais não puderam contar suas histórias ou não foram acreditados, saibam que vocês não estão sozinhos. Estamos com vocês e ao seu lado, hoje e todos os dias, em solidariedade, tristeza e compaixão.”
Importância de Ouvir e Dar Espaço às Histórias das Mulheres
Camilla reforçou a importância de ouvir e dar espaço às histórias das mulheres: “Toda mulher tem uma história. E essas histórias precisam ser contadas. Porque quando vivemos em uma cultura de silêncio, fortalecemos a violência contra mulheres e meninas. É por isso que, há 15 anos, a WOW compartilha as experiências de mulheres por meio de seus festivais, inspirando milhares de pessoas em seis continentes a agir.”
Além disso, a rainha criticou a visão equivocada de que a violência contra a mulher seria apenas “um problema feminino”: “Um equívoco significativo sobre a violência contra as mulheres é que ela é ‘um problema feminino’ e que, mudando a nós mesmas, as mulheres podem impedir que ela aconteça e se proteger de suas consequências. Isso é injusto e falso.”
Experiências Marcantes com Vítimas e Familiares de Vítimas
Camilla destacou encontros marcantes com vítimas e familiares de vítimas de violência, como a francesa Gisèle Pelicot, a quem presenteou com um broche que dizia: “A vergonha precisa mudar de lado”. Sobre Pelicot, a Rainha comentou: “Tive a honra e o prazer de conhecer para um chá, para ouvir sua história pessoalmente, contada com graça, força e, acima de tudo, determinação de que a visão mundial sobre a violência contra mulheres e meninas precisa mudar drasticamente.”
Além disso, a rainha compartilhou sua experiência ao conversar com John Hunt, cuja esposa e filhas foram assassinadas pelo ex-namorado de sua filha Louise, e ressaltou o impacto da misoginia online: “Não podemos nos surpreender com a crueldade física se, em fóruns digitais, fecharmos os olhos para aqueles que abusam dos outros sem pensar nas consequências.”
Despertar Coletivo Baseado em Respeito e Empatia
Encerrando seu discurso, a Rainha reforçou a importância de um despertar coletivo baseado em respeito e empatia: “Toda mulher tem uma história. E todo homem também. Vamos nos unir para, nas palavras de Gisèle Pelicot, promover um ‘despertar coletivo’. Trata-se de educação, respeito e gentileza para com os outros. É simples assim.”
A recepção ocorreu poucos dias após protestos do lado de fora da cerimônia do Dia da Commonwealth, em referência aos escândalos envolvendo Andrew, afastado de suas funções reais desde 2019.
- A Rainha Camilla utilizou a ocasião para se posicionar contra a violência contra mulheres e meninas.
- Elle destacou a importância de ouvir e dar espaço às histórias das mulheres.
- A rainha criticou a visão equivocada de que a violência contra a mulher seria apenas “um problema feminino” e ressaltou o impacto da misoginia online.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link