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Quem são as 8 cientistas escolhidas pelo prêmio “Para Mulheres na Ciência” 2025

Prêmio “Para Mulheres na Ciência” 2025: Oito Cientistas Brasileiras São Premiadas

O prêmio “Para Mulheres na Ciência” 2025, uma iniciativa do Grupo L’Oréal no Brasil em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a UNESCO, premiou oito cientistas brasileiras que desenvolveram pesquisas de impacto social no último ano. A cerimônia de premiação ocorreu no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, e contou com a participação de autoridades importantes, incluindo Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciência, Marlova Jovchelovitch, Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, e Luciana Santos, Ministra da Ciência e Tecnologia.

Antes da premiação, um bate-papo sobre o papel da mulher no combate à desinformação reuniu Margareth Dalcolmo, pesquisadora e integrante titular da Academia Nacional de Medicina, Kananda Eller, divulgadora científica, e Tatiana Roque, Secretária de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Durante a conversa, Kananda afirmou que as falsas informações só serão combatidas com muita insistência da comunidade científica e dos meios de comunicação. Margareth lembrou que é preciso que os cientistas continuem descendo dos pedestais e se comuniquem com todos, enquanto Tatiana destacou a importância de dar visibilidade às mulheres na ciência.

As Vencedoras do Prêmio

As oito laureadas foram selecionadas em diferentes categorias, incluindo Ciências da Vida, Ciências da Engenharia e Tecnologia, Ciências Matemáticas, Ciências Físicas e Ciência Química. As vencedoras foram:

  • Jaqueline Sachett, professora da Universidade do Estado do Amazonas, que estuda acidentes por animais peçonhentos;
  • Juliana Hipólito, professora do Instituto Nacional da Mata Atlântica, que dedica-se a compreender a dinâmica entre polinizadores e plantas;
  • Luana Rossato, professora da Universidade Federal da Grande Dourados, que foca em como a exposição a agrotóxicos e incêndios florestais no Pantanal favorece o surgimento de fungos ambientais resistentes a antifúngicos;
  • Sonaira Silva, professora da Universidade Federal do Acre, que investiga soluções para aprimorar o monitoramento das queimadas na Amazônia;
  • Paula Maçaira, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, que usa modelos de inteligência artificial e aprendizado de máquina para entender como o Brasil pode conduzir uma transição energética segura e eficiente;
  • Renata Rojas Guerra, professora da Universidade Federal de Santa Maria, que cria métodos estatísticos para analisar e prever dados que variam dentro de limites fixos;
  • Thais Azevedo Enoki Liarte, professora da Universidade de São Paulo, que estuda como a assimetria das membranas celulares influencia o funcionamento das células e pode estar relacionada a doenças;
  • Vanessa Nascimento, professora da Universidade Federal Fluminense, que busca desenvolver um novo tratamento para a esporotricose.

Todas as vencedoras receberam bolsas-auxílio de R$ 50 mil e foram reconhecidas por suas contribuições para o avanço científico do Brasil. O prêmio “Para Mulheres na Ciência” tem consolidado seu impacto na sociedade e na ciência nacional desde 2006, com mais de 140 pesquisadoras premiadas e mais de R$ 7 milhões investidos em projetos.

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Oito cientistas brasileiras que desenvolveram pesquisas de impacto social no último ano foram premiadas na noite da última quinta-feira (4), no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro (RJ), durante a 20ª edição do prêmio Para Mulheres na Ciência. A iniciativa é um programa do Grupo L’Oréal no Brasil em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a UNESCO.

O evento contou com a participação de Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Marlova Jovchelovitch, Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Luciana Santos, Ministra da Ciência e Tecnologia. Antes da premiação, um bate-papo sobre o papel da mulher no combate à desinformação reuniu Margareth Dalcolmo, pesquisadora e integrante titular da Academia Nacional de Medicina, Kananda Eller, divulgadora científica (@deusacientista), e Tatiana Roque, Secretária de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.
Na conversa, Kananda afirmou que as falsas informações só serão combatidas com muita insistência da comunidade científica e dos meios de comunicação. “A gente precisa repetir e falar sobre a mesma coisa muitas vezes e de formas diferentes para combater a desinformação. Esse é o caminho para acabarmos com as notícias falsas na ciência e em qualquer outra área.”
Margareth lembrou que é preciso que os cientistas continuem descendo dos pedestais e se comuniquem com todos. “O Brasil precisa de mais gente falando sobre ciência.” Ela afirmou que o Brasil tem muitos desafios quando falamos de mulheres na ciência, mas também há muito para nos inspirar. “Temos mulheres cientistas incríveis no Brasil, fazendo trabalhos espetaculares, para seguirmos nessa luta.”
“Tirar a visibilidade das mulheres, inclusive na ciência, é o primeiro passo para eliminá-las”, completa Tatiana. Ela aproveitou para lamentar um episódio recente de violência envolvendo mulheres ligadas à ciência nacional. No dia 28 de novembro, a professora Allane de Souza Pedrotti Matos e a psicóloga Layse Costa Pinheiro, funcionárias do Cefet/RJ na unidade do Maracanã, na capital carioca, foram assassinadas a tiros por um colega de trabalho. O autor dos disparos, que tirou a própria vida após a morte de Allane e Layse, tinha um histórico de perseguição contra mulheres. Ele estava afastado por problemas psiquiátricos e em processo de exoneração.
As selecionadas na 20ª edição do prêmio Para Mulheres na Ciência
Após a conversa inicial, as oito laureadas subiram ao palco. Na categoria Ciências da Vida, as vencedoras da edição 2025 foram Jaqueline Sachett, Juliana Hipólito, Sonaira Silva e Luana Rosatto. Já na categoria Ciências da Engenharia e Tecnologia, quem ganhou foi Paula Maçaira. Renata Rojas foi reconhecida na categoria Ciências Matemáticas e Thaís Azevedo na categoria Ciências Físicas. Por fim, Vanessa Nascimento ganhou na categoria Ciência Química.
Veja abaixo as áreas de pesquisa das cientistas premiadas:
– Jacqueline Sachett, professora da Universidade do Estado do Amazonas, estuda acidentes por animais peçonhentos, especialmente picadas de jararaca. Sua pesquisa investiga a eficácia da terapia de fotobiomodulação e também o tratamento com antiveneno, buscando reduzir infecções e acelerar a recuperação
Jacqueline Sachett, premiada na categoria “Ciências da Vida”
Divulgação
– Juliana Hipólito, professora do Instituto Nacional da Mata Atlântica, dedica-se a compreender com a dinâmica entre polinizadores e plantas, serviço ecológico essencial para a biodiversidade e a segurança alimentar global.
Juliana Hipólito, premiada na categoria “Ciências da Vida”
Divulgação
– A pesquisa de Luana Rossato, professora da Universidade Federal da Grande Dourados, foca em como a exposição a agrotóxicos e incêndios florestais no Pantanal favorece o surgimento de fungos ambientais resistentes a antifúngicos e capazes de causar doenças graves em humanos.
Luana Rossato, premiada na categoria “Ciências da Vida”
Divulgação
– Sonaira Silva, professora da Universidade Federal do Acre investiga soluções para aprimorar o monitoramento das queimadas na Amazônia. Com a renovação de pastagens degradadas e de atividades ilegais, a prática tem levado a incêndios cada vez mais frequentes e descontrolados, o que reforça a importância da vigilância.
Sonaira Silva, premiada na categoria “Ciências da Vida”
Divulgação
– Paula Maçaira é professora na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e usa modelos de inteligência artificial e aprendizado de máquina para entender como o Brasil pode conduzir uma transição energética segura e eficiente.
Paula Maçaira, vencedora na categoria “Ciências da Engenharia e Tecnologia”
Divulgação
– Renata Rojas Guerra, professora da Universidade Federal de Santa Maria, cria métodos estatísticos para analisar e prever dados que variam dentro de limites fixos – como proporções entre 0% e 100% – e que se modificam ao longo do tempo. Seu trabalho usa imagens de satélite para monitorar impactos de queimadas e desmatamento na Amazônia e Cerrado, contribuindo para políticas públicas ambientais mais eficazes.
Renata Rojas, vencedora na categoria “Ciências Matemáticas”
Divulgação
– Thais Azevedo Enoki Liarte é professora da Universidade de São Paulo e estuda como a assimetria das membranas celulares, que possuem composições diferentes em suas camadas interna e externa, influencia o funcionamento das células e pode estar relacionada a doenças. Focada em entender a distribuição do colesterol nessas camadas, ela busca identificar como alterações estruturais distinguem células saudáveis de células doentes.
Thais Enoki, vencedora da categoria “Ciências Físicas”
Divulgação
– Vanessa Nascimento, professora da Universidade Federal Fluminense, busca desenvolver um novo tratamento para a esporotricose, micose que cresce rapidamente no Brasil e tem no Rio de Janeiro seu principal foco. Ela pretende criar uma única molécula que combine o fármaco Itraconazol, com um outro composto químico, a naftoquinona e ao elemento selênio, visando um medicamento mais eficaz, acessível e com baixo impacto ambiental.
Vanessa Nascimento, vencedora na categoria “Ciência Química”
Divulgação
Todas as vencedoras foram reconhecidas com bolsas-auxílio de R$ 50 mil em áreas como Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática, além da inclusão inédita de Ciências da Engenharia e Tecnologia, que marca a expansão do programa e reafirma seu compromisso com a diversidade e a qualificação da produção científica no Brasil.
Desde 2006, o programa tem consolidado seu impacto na sociedade e na ciência nacional. Em quase duas décadas de existência, mais de 140 pesquisadoras foram premiadas, totalizando mais de R$ 7 milhões investidos em projetos que contribuem para o avanço científico do Brasil.
Você pode conferir mais informações sobre as vencedores neste link.