Quanto você paga de imposto em um ar-condicionado no Brasil?
Comprar um ar-condicionado vai muito além de escolher entre modelos inverter, capacidade em BTUs ou nível de eficiência energética. Um dos fatores mais relevantes no preço final é a carga tributária.
De acordo com o advogado tributarista Carlos Renato Cunha, é fundamental entender como os tributos se distribuem. “Temos que separar os tributos que incidem diretamente sobre a venda de ar-condicionado de tributos que incidem indiretamente”, explica.
Os principais tributos que incidem sobre o ar-condicionado são:
- ICMS (estadual)
- IPI (federal)
- PIS/Cofins (federais)
Além disso, quando o produto é importado, também há incidência do Imposto de Importação.
Os tributos indiretos, como o Imposto de Renda, também impactam o custo das empresas e acabam sendo repassados ao consumidor.
A carga tributária pode chegar a mais de 50% do preço do produto, de acordo com Cunha. Para ilustrar isso, fizemos uma estimativa de quanto seria pago de imposto em alguns modelos de ar-condicionado:
- Philco Hi Wall 9.000 BTU: R$ 842,33
- LG Dual Inverter AI Voice 12.000 BTU: R$ 1.226,76
- Gree Inverter 24.000 BTU: R$ 2.338,57
- LG Dual Inverter AI 18.000 BTU: R$ 1.899,63
Esses valores são estimativas baseadas em médias de mercado e servem como referência para entender a ordem de grandeza da tributação.
Em 2026, o Brasil vive uma fase de transição para um novo sistema tributário, com a criação de dois novos impostos: CBS (federal) e IBS (estadual e municipal). Esses tributos irão substituir o ICMS, PIS e Cofins.
A principal mudança será na transparência, com o IBS e a CBS incidindo por fora do preço de venda, permitindo maior transparência da carga tributária.
Entender quanto você paga de imposto em um ar-condicionado no Brasil é essencial para fazer escolhas mais conscientes.
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