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Quanto custa ter (e manter) um jato executivo no Brasil?

Comprar um jato executivo ainda é um privilégio para poucos no Brasil, mas investir nesse modal de transporte já conquistou até craques do mundo da bola, como Neymar. Quem não tem os milhões para gastar, porém, também é curioso para saber quanto custa para ter uma aeronave de luxo à disposição.

Os preços variam bastante, conforme o porte e a autonomia, pontos que impactam diretamente também nos custos de manutenção. Modelos leves podem custar alguns milhões de dólares, enquanto jatos maiores chegam a cifras que tornam o público-alvo ainda mais seleto.

Custos de manutenção de jatos “populares”

Entre os modelos mais comuns no Brasil estão o Embraer Phenom 300, o Cessna Citation CJ3+ e o Learjet 75. Todos fazem parte da categoria de jatos leves e são amplamente utilizados na aviação executiva.

  • O Phenom 300 tem um custo anual de manutenção programada que pode variar entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, dependendo das horas voadas.
  • O Cessna Citation CJ3+ apresenta números semelhantes, com manutenção anual na casa de R$ 1,2 milhão a R$ 1,8 milhão.
  • O Learjet 75 tende a ter custos um pouco mais elevados, com manutenção anual que pode ultrapassar R$ 2 milhões.

Outros custos que pesam no orçamento

Além da manutenção, há mais uma série de despesas fixas importantes e indispensáveis para a manutenção de um jato executivo.

  • A hangaragem em aeroportos brasileiros pode variar entre R$ 10 mil e R$ 30 mil por mês, dependendo da localização e da infraestrutura oferecida.
  • A tripulação também representa um custo relevante, com pilotos e copilotos somados a encargos trabalhistas, podem gerar uma despesa anual superior a R$ 500 mil.
  • O seguro aeronáutico costuma custar entre 1% e 3% do valor do jato por ano.

Somando todos esses fatores, manter um jato executivo no Brasil pode facilmente ultrapassar R$ 3 milhões por ano, mesmo em modelos considerados de entrada. Por isso, muitos proprietários optam por dividir o uso da aeronave ou recorrer a operações compartilhadas para diluir os custos.

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