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Quanto a Samsung lucra em celular vendido no Brasil? Especialistas explicam

Quanto a Samsung lucra em celular vendido no Brasil?

Os preços dos celulares da Samsung no Brasil podem parecer altos, mas será que o lucro real da empresa é tão alto assim? Para entender melhor, é importante considerar os fatores que influenciam os valores de produção e venda dos smartphones.

De acordo com especialistas do mercado, a Samsung tenta equilibrar os dois modelos de negócios: margens altas pelo valor do ecossistema e volume de vendas com margem menor. No entanto, não há dados públicos abertos sobre os lucros da Samsung, o que torna difícil estimar o lucro real da empresa.

Custo de produção de um celular

O Custo Global de Produção (BoM) de um smartphone inclui os valores físicos do aparelho, como tela, chip e chassi. No entanto, a diferença entre o BoM e o preço da vitrine não é o lucro puro. É possível fazer uma estimativa baseada em relatórios de consultorias, como a Counterpoint.

Os componentes de um smartphone topo de linha têm os seguintes custos estimados:

  • Chip / processador: US$ 120 a US$ 130
  • Tela OLED: US$ 110
  • Câmeras / sensores: US$ 70 a US$ 90
  • Bateria + placa-mãe: US$ 40
  • Montagem e testes: US$ 25 a US$ 30
  • Materiais, embalagem e outros: US$ 30 a US$ 40

Com base nessas estimativas, a margem bruta da Samsung em um smartphone topo de linha fica entre 40% e 45%, enquanto a margem líquida, após despesas operacionais, impostos e logística, gira em torno de 15% a 20%.

Preços altos no Brasil

Os preços dos celulares no Brasil são influenciados por impostos, que são o grande vilão do preço. Além disso, a crise dos chips e o aumento do preço dos componentes também contribuem para os preços altos.

De acordo com especialistas, os custos de todos os componentes de tecnologia continuarão subindo e serão sentidos pelo consumidor com mais força até o fim deste ano. Em 2027, os aumentos sucessivos devem estagnar, mas não devemos ter produtos mais baratos, apenas produtos que parem de ser reajustados para cima.

O lucro das empresas passa a vir do preço alto e não do volume, o que reflete um desafio para as empresas na busca por equilibrar a lucratividade e a oferta de produtos que estejam ao alcance dos consumidores.

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