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Quantas espécies de abelha existem? Este novo estudo estimou

Quantas Espécies de Abelha Existem? Um Novo Estudo Estimou

As abelhas são essenciais para a polinização de diversas plantas de interesse humano e se destacam por sua ampla variedade de espécies. Um estudo recente, liderado por pesquisadores da Universidade de Wollongong, na Austrália, estimou que existem entre 24.705 e 26.164 espécies de abelhas no mundo, o que é significativamente mais do que se pensava anteriormente.

Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Nature Communications, há uma subnotificação de classificação das abelhas, especialmente observada na Ásia, África e Américas. Isso significa que muitas espécies de abelhas ainda não foram descobertas ou catalogadas.

Como Contar Tantas Abelhas?

Estimar a diversidade de espécies de um animal que pode ultrapassar o número de dezenas de milhares de indivíduos em uma única colônia não é tarefa fácil. Os pesquisadores reuniram informações sobre taxonomia, listas de espécies por país, registros na literatura científica e estatísticas da riqueza de espécies para mensurar quantas espécies de abelha existem em 186 países.

Algumas constatações interessantes sobre a catalogação e variedade de abelhas no mundo incluem:

  • Nações insulares possuem uma maior diversidade de abelhas em comparação a nações continentais.
  • As espécies de ilhas normalmente se classificam como endêmicas (exclusivas dessas áreas), de forma que ações de conservação são prioridade nessas áreas.
  • O continente europeu tem relativamente poucas espécies de abelhas restantes para serem descobertas, enquanto outros continentes ainda possuem uma alta diversidade ainda pouco explorada.

Os autores do estudo explicam que essas diferenças estão relacionadas a fatores como produto interno per capita, riqueza das espécies observadas, registros de ocorrência e qualidade dos bancos de dados.

Ainda que 177 novas espécies de abelhas sejam catalogadas todos os anos, existe um “gargalo taxonômico”, em que não há especialistas o suficiente para dar conta de preencher a lacuna de catalogação num período menor que 32 anos. Dados regionais escassos, extinções e falta de financiamento para pesquisa – especialmente na África, na Ásia e nas Américas – são alguns dos desafios citados.

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