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Quando o joelho dá sinais de alerta: o que os genes revelam sobre a osteoartrite

Quando o joelho dá sinais de alerta: o que os genes revelam sobre a osteoartrite

A osteoartrite é uma doença inflamatória crônica, progressiva e dolorosa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ela é marcada pela degeneração da cartilagem, alterações estruturais nos tecidos articulares e inflamação da sinóvia. A osteoartrite de joelho é a forma mais comum da doença, e é causada por uma combinação de fatores, incluindo o desgaste natural do tecido, alterações hormonais e biomecânicas, e a genética.

Estudos indicam que a genética desempenha um papel importante no desenvolvimento da osteoartrite de joelho, com cerca de 39% do risco de desenvolver a doença relacionado à herança genética. Além disso, a idade, o sexo e a estatura também são fatores de risco importantes. Mulheres, especialmente após a menopausa, têm um risco maior de desenvolver a doença devido a alterações hormonais e biomecânicas.

Os genes envolvidos na osteoartrite de joelho incluem o gene GDF5, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento, manutenção e reparo das articulações sinoviais. Estudos de associação genômica ampla (GWAS) já identificaram mais de 80 loci associados à osteoartrite de joelho, incluindo o gene GDF5.

  • Estudos demonstraram que uma variação específica do gene GDF5, chamada GDF5 rs143384, está associada à osteoartrite de joelho e a outras doenças musculoesqueléticas.
  • Um estudo recente realizado no Brasil encontrou que a frequência da variante genética A do polimorfismo GDF5 rs143384 aumentava conforme a gravidade da doença.
  • As mulheres com mais de 70 anos apresentaram formas mais avançadas da osteoartrite, e a presença dos genótipos GA ou AA esteve associada a maior gravidade da doença.

Esses achados são importantes porque mostram que a genética pode ajudar a explicar por que a osteoartrite de joelho se manifesta de forma mais grave em algumas pessoas, especialmente em mulheres. A compreensão dessas diferenças é essencial para avançar rumo a uma abordagem mais personalizada da doença, e pode ajudar a refinar diagnósticos, orientar estratégias de prevenção e influenciar decisões terapêuticas.

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