bukib
0 bukibs
Columbus, Ohio
Hora local: 06:17
Temperatura: 22.8°C
Probabilidade de chuva: 0%

Quando a marca para de comprar atenção e começa a produzi-la

Quando a Marca Para de Comprar Atenção e Começa a Produzi-la

Existe um momento específico em que uma empresa percebe que o problema não é o orçamento de mídia, mas sim o posicionamento. Isso ocorreu com a Printi, que operava abaixo do seu potencial devido à percepção do mercado de que era apenas uma gráfica digital. No entanto, a empresa tinha capacidade para ser sete gráficas em uma, com um portfólio de produtos de mais de 600 itens.

A distância entre o que uma empresa realmente é e como o mercado a percebe não se resolve com mais verba em mídia paga. Ela se resolve com conteúdo, presença consistente e a decisão de parar de alugar atenção e começar a construí-la. O Head de Branding da Printi, Thiago Leon, resume bem o que esse processo significou na prática: “A decisão de construir um ecossistema de conteúdo não foi uma aposta de marketing, foi uma decisão de negócio”.

A Printi transformou um depósito ocioso em um estúdio 3 em 1 de produção de mídia, contratou uma ex-cliente e influenciadora como a face oficial da marca e criou uma estratégia de conteúdo para cada intenção de busca em plataformas distintas. Isso não foi apenas um rebranding, mas uma transformação que vai muito além.

A Economia da Atenção Está Mudando

A economia da atenção está mudando rapidamente. Segundo dados do Data Web Reportal, 29,6% dos usuários brasileiros de internet utilizam bloqueadores de anúncios. As buscas com zero clique, impulsionadas por ferramentas de inteligência artificial, estrangulam progressivamente o tráfego orgânico tradicional. Os custos por clique sobem enquanto a qualidade dos leads cai. O modelo de alugar atenção está quebrando, e não é uma questão de tendência, é matemática.

As marcas que adotam a lógica da creator economy não estão fazendo uma escolha estética, estão respondendo a uma pressão de mercado real. A diferença entre uma marca que produz conteúdo como criador e uma que simplesmente mantém presença digital está na intencionalidade editorial. Um criador de conteúdo pensa em audiência, não em campanha.

  • Pensa em frequência e consistência, não em queimar mídia.
  • Pensa em construir uma comunidade que eventualmente também produz conteúdo sobre a marca, gerando conteúdo gerado pelo usuário (UGC).

A teoria de Brand Coolness aponta que marcas percebidas como originais e autênticas geram valor percebido significativamente superior. Quando uma gráfica revela os bastidores de como uma embalagem de hot stamping digital é produzida, ela não está apenas entretendo, está construindo a percepção de originalidade e expertise que sustenta preço, preferência e lealdade.

As empresas que estão acertando não são necessariamente as que têm mais budget, são as que entenderam que o estúdio de conteúdo é uma infraestrutura tão estratégica quanto o ERP ou o CRM. A pergunta que fica para CEOs e diretores de marketing que ainda estão debatendo se vale a pena investir em conteúdo é a seguinte: quanto custa, por mês, manter uma parte significativa da sua capacidade de mercado parada porque ninguém sabe o que você realmente faz?

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link