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Qual é o pior cenário climático envolvendo a Antártida? Estudo calculou

O Futuro da Antártida: Um Cenário Climático Crítico

A Antártida, região mais fria do planeta, está enfrentando um desafio sem precedentes devido ao aquecimento global. Um estudo recente publicado na revista Frontiers in Environmental Science analisou os possíveis cenários climáticos para a região nos próximos anos, e os resultados são alarmantes.

Os cientistas da Universidade de Newcastle, liderados por Bethan Davies, modelaram diferentes cenários, desde os mais otimistas até os mais pessimistas, considerando a redução de emissões de gases poluentes e seu impacto no derretimento das calotas polares. A equipe de pesquisa também incluiu Peter Convey, do British Antarctic Survey, que compartilhou suas impressões sobre a gravidade da situação na Antártida.

Os Cenários Climáticos

Os cientistas analisaram oito aspectos diferentes do ambiente da Antártida, incluindo ecossistemas marinhos e terrestres, gelo marinho e terrestre, plataformas de gelo, o Oceano Antártico, a atmosfera e eventos extremos na região. Eles consideraram três cenários de emissões: baixas (1,8°C de aumento na temperatura do planeta até 2100), médio-altas (3,6°C) e muito altas (4,4°C).

As consequências desses cenários são preocupantes. Em cenários de emissões mais elevadas, as águas marinhas aquecerão mais rapidamente, aumentando a probabilidade de colapso das plataformas de gelo e subida no nível do mar. Além disso, a cobertura de gelo marinho pode diminuir em 20%, prejudicando espécies que dependem dele, como o krill.

  • Diminuição da cobertura de gelo marinho: 20% em cenários de emissões muito altas
  • Aumento da temperatura do oceano: mais acentuado em cenários de emissões mais elevadas
  • Colapso das plataformas de gelo: mais provável em cenários de emissões mais elevadas

Urgência e Incerteza

A situação é urgente, e os cientistas enfatizam a necessidade de agir para evitar os piores cenários climáticos. No entanto, a incerteza sobre os eventos climáticos extremos e a dificuldade em coletar dados na região tornam a previsão mais desafiadora.

Segundo Davies, estamos caminhando para um futuro com emissões médias a médias-altas, mas um cenário de emissões mais baixas significaria que o gelo marinho de inverno seria apenas ligeiramente menor do que hoje, e a contribuição da península para o nível do mar seria limitada a alguns milímetros.

A maioria das geleiras seria reconhecível, e manteríamos as plataformas de gelo que as sustentam. No entanto, em um cenário de emissões mais elevadas, os danos poderão ser permanentes, e as mudanças seriam irreversíveis em qualquer escala de tempo humana.

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