Pucci Arma Desfile com a Sicília como Plano de Fundo
A noite acabou ou o dia começou? Foi exatamente nesse limbo que Camille Miceli apresentou sua nova coleção para a Pucci, L’Alba. Um convite para desfrutar desse momento suspenso, em que tudo parece possível, como sair de um clube e ir direto para a praia, envolto por um amanhecer technicolor.
Desde que assumiu a direção criativa da casa, em setembro de 2021, a francesa encarou a tarefa de reposicionar a marca no radar do desejo contemporâneo. Agora, em seu quarto desfile itinerante pela Itália, sua visão está mais do que consolidada: uma estética vibrante, livre de rigidez, que traduz uma elegância despreocupada e pensada para diferentes gerações e estilos de vida.
A Coleção
O desfile começou quase em silêncio cromático, com um look total black e detalhes com nuances de laranja, pink e dourado. As estampas, cerne da maison fundada por Emilio Pucci em 1947, começaram a se revelar ao som de “Born Slippy”, do Underworld.
Algumas das peças que se destacaram incluem:
- A clássica Vivara, que abriu o capítulo com dois looks: uma minissaia bordada e um top de tule com leggings de lycra.
- A estampa Orchidee, que apareceu em macacões ajustados e pantalonas fluidas em tons de fúcsia, laranja e preto.
- A estampa Occhi, que surgiu em saias com cortes frontais e tops coordenados, além de versões mais longilíneas de seda.
A coleção agrada clientes de longa data da maison, millennials e Gen Z, com um equilíbrio difícil de alcançar.
A Experiência Pucci
Camille não chamou seus convidados apenas para assistir ao desfile, mas para viver a Pucci sob seus olhos, muito além da roupa. A experiência começou no aeroporto de Catânia, com as esteiras de bagagem “invadidas” pela identidade visual da marca.
Seguiram-se um jantar à beira-mar, um almoço despretensioso em meio ao mercado local, o desfile e, por fim, uma festa no Castello Maniace que atravessou a madrugada.
Quando as luzes finalmente se acenderam, Camille resumiu o sentimento com um sorriso: “ça fait du bien”. Em tradução não literal, algo como “foi incrível!”. E foi mesmo. Porque, para Camille Miceli, joie de vivre é algo que nunca falta.
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