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Protesto de Cesar Camargo Mariano contra remixagem de álbum de Elis Regina reacende o debate sobre os limites da interferência na obra alheia

Protesto de Cesar Camargo Mariano contra remixagem de álbum de Elis Regina

O protesto público de Cesar Camargo Mariano, pianista, arranjador e diretor musical do álbum “Elis”, contra a remixagem do álbum reacende o debate sobre os limites éticos da interferência alheia na obra de artistas, sobretudo os já falecidos.

A edição remixada e remasterizada do álbum “Elis” foi disponibilizada pela gravadora Universal Music como celebração pelos 81 anos de nascimento de Elis Regina. No entanto, Cesar Camargo Mariano expressou insatisfação com a remixagem, afirmando que o trabalho de meses de criação do conceito musical, dos arranjos e das execuções foi jogado no lixo.

As principais questões técnicas que descontentaram Mariano incluem:

  • Alteração no final da faixa “É com esse que eu vou”, onde o track do teclado RMI foi “arrastado” e antecipado em 4 compassos;
  • Adição de duas guitarras na faixa “Doente, Morena”, o que tirou a singeleza e o lirismo da interpretação;
  • Corte súbito na voz de Elis na faixa “Oriente”;
  • Exagero na percussão e inclusão de um tímpano na faixa “Caçador de esmeraldas”.

Mariano defende que um álbum possa ser remixado desde que o álbum original continue disponível no formato original. A edição remixada funcionaria como uma versão alternativa do disco, sem substituir a obra original.

É importante ressaltar que a edição original do álbum “Elis” continua disponível e que a remixagem é apenas uma alternativa de som, não o som definitivo. A referência de qualquer álbum será sempre a edição original.

Por fim, é fundamental considerar o respeito à obra original e aos criadores, mesmo que isso signifique manter a edição original intacta.

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