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Projeto leva tratamento gratuito a doenças negligenciadas no Amazonas

O seringueiro e agricultor familiar Augusto Bezerra da Silva, de 65 anos, foi diagnosticado com a Doença Jorge Lobo, também conhecida como lobomicose, quando tinha 20 anos. Essa doença rara causa lesões nodulares em diferentes partes do corpo e é endêmica da Amazônia Ocidental.

A DJL traz um impacto psicológico profundo, afetando a autoestima do paciente, que muitas vezes se isola devido ao estigma. No caso de Augusto, a doença o levou a interromper o trabalho e a se isolar devido à dor, coceira e inflamação causadas pelas lesões.

Após mais de 20 anos convivendo com a lobomicose, Augusto melhorou das lesões no rosto após entrar no projeto Aptra Lobo e iniciar tratamento gratuito. O projeto, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, tem como objetivo estruturar o manejo da doença no Sistema Único de Saúde (SUS).

Projeto Aptra Lobo

O projeto Aptra Lobo acompanha 104 pacientes com lobomicose na Região Norte e já apresenta resultados promissores, com mais de 50% dos participantes tendo melhora das lesões. O tratamento é feito com o uso do antifúngico itraconazol, disponível no SUS, com doses ajustadas a cada paciente.

Além do manejo clínico, a iniciativa amplia o acesso ao diagnóstico em áreas remotas, com realização de biópsias e exames laboratoriais no próprio território, acompanhamento e tratamento da doença, além da realização de cirurgias em casos selecionados para retirada de lesões.

  • O projeto é conduzido nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia.
  • O objetivo é estruturar o manejo da doença no Sistema Único de Saúde (SUS).
  • O tratamento é feito com o uso do antifúngico itraconazol, disponível no SUS.

Segundo o infectologista e patologista clínico do Einstein Hospital Israelita, João Nobrega de Almeida Júnior, equipes locais participam ativamente no projeto, captando pacientes, fazendo diagnóstico e tratamento de acordo com as diretrizes criadas pelo projeto.

O acesso às comunidades ribeirinhas é uma grande barreira, mas o projeto oferece ajuda de custos de transporte para os pacientes e expedições para alcançar aqueles que moram em regiões mais remotas e de difícil acesso.

No caso de Augusto, o tratamento reduziu drasticamente as lesões causadas pela doença, e ele agora se sente mais tranquilo e aliviado do problema que vinha sentindo.

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