Projeto Capacita Agentes Populares Ambientais em Periferias no Nordeste
O projeto “Mudanças Climáticas, Saúde e Alimentação – Rede de Comitês Populares Ambientais em Territórios das Periferias” foi lançado pela Fiocruz, com o objetivo de formar redes e fortalecer a participação social no enfrentamento dos impactos da crise climática na saúde e na segurança alimentar. A iniciativa é coordenada pela Fiocruz Pernambuco, em parceria com o Movimento Mãos Solidárias, a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O projeto será desenvolvido em Pernambuco e na Paraíba, e tem como foco a formação de agentes populares ambientais que possam trabalhar na prevenção de desastres e na promoção da preservação e convivência com o ambiente. De acordo com Lívia Milena Barbosa, profissional do Ministério da Saúde, “estamos formando agentes populares ambientais que vão constituir comitês populares ambientais nas periferias para que a gente comece a trabalhar a questão ambiental não apenas quando ela se expressa de forma violenta, por meio dos desastres, mas para que possamos preveni-los a partir de processos educativos de preservação e convivência com o ambiente”.
A primeira atividade do projeto foi um curso para a capacitação de monitores, que qualificou estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes áreas para atuarem como monitores no processo de mobilização e organização dos futuros Comitês Populares Ambientais. Atualmente, a iniciativa conta com 27 monitores, que trabalharão na criação de 135 comitês e formarão 270 agentes populares ambientais.
Objetivos e Metas
- Formar redes de comitês populares ambientais em territórios das periferias;
- Fortalecer a participação social no enfrentamento dos impactos da crise climática na saúde e na segurança alimentar;
- Capacitar agentes populares ambientais para trabalhar na prevenção de desastres e na promoção da preservação e convivência com o ambiente.
Segundo Idê Gurgel, pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, “este processo de formação de agentes populares ambientais é extremamente importante. Ele tem como foco a questão ambiental, particularmente a relação entre clima, saúde, soberania e segurança alimentar. Isso é fundamental em um mundo em grandes transformações, principalmente agora que o clima entrou de fato na agenda política prioritária de diversos países”.
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