Problemas na Justiça: França convoca Elon Musk para depor sobre deepfakes no X
Elon Musk, CEO do X, foi convocado pelo Ministério Público de Paris para depor voluntariamente sobre uma investigação em andamento sobre o X. A ex-CEO da plataforma, Linda Yaccarino, também recebeu convocação, e outros funcionários da empresa devem ser ouvidos como testemunhas ao longo da semana.
A investigação começou em janeiro de 2025, quando o Ministério Público de Paris recebeu duas queixas relacionadas a suposta manipulação de algoritmos de recomendação. Desde então, o caso foi repassado à polícia e ampliado para incluir cumplicidade na posse e distribuição de material de abuso sexual infantil e negação de crimes contra a humanidade.
Quais são as acusações?
- Distribuição de conteúdo sexual com a imagem de uma pessoa sem consentimento
- Extração fraudulenta de dados de sistemas automatizados por grupo organizado
- Falsificação de sistemas de processamento de dados
- Operação de plataforma online ilegal por grupo organizado
Os promotores afirmam que a empresa substituiu a ferramenta externa de proteção infantil SAFER por um sistema próprio, o que levou a uma queda de 81,4% nos relatórios enviados ao Centro Nacional dos EUA para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC) referentes à França.
Além disso, os investigadores alegam que o Grok, um chatbot do X, foi usado para criar imagens sexualizadas de menores e gerar discurso de ódio.
Reações
O X nega qualquer irregularidade e afirma que a investigação “distorce o direito francês e coloca em risco a liberdade de expressão”. Já o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) comunicou às autoridades francesas que não prestará assistência na investigação, acusando a França de fazer uso indevido do sistema judiciário americano.
Elon Musk respondeu a uma publicação sobre o assunto no X com o comentário de que “isso precisa parar”. No entanto, não é a primeira vez que Musk ignora uma convocação judicial, tendo não comparecido a uma audiência determinada pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) em 2024.
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