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Preços de Medicamentos para Hospitais Sobem pelo Terceiro Mês Consecutivo

Os preços dos medicamentos negociados entre fornecedores e hospitais brasileiros subiram, em média, 0,14% em junho, na terceira alta mensal consecutiva do Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H). No entanto, essa sequência de altas não reverteu o quadro mais amplo, que apresenta uma queda de 4,08% em 12 meses.

Essa tendência é importante, pois o teto regulatório para os preços dos medicamentos subiu após a entrada em vigor dos reajustes anuais autorizados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). No entanto, o preço efetivamente praticado na negociação hospitalar recuou 4,08% no mesmo período, ampliando a distância entre o preço máximo permitido e o valor real de compra.

O que o IPM-H Mede e o que Não Mede

O IPM-H é calculado a partir de transações efetivamente realizadas na plataforma Bionexo 360º e mede a variação de preços de medicamentos frente ao mês de referência, considerando fatores como a quantidade de produtos por transação e a distância geográfica entre hospital e fornecedor. No entanto, o índice não mede preços em farmácias nem o valor pago pelo consumidor final, e não corresponde ao custo total de hospitais ou operadoras.

Além disso, o IPM-H não mede o preço de lista, mas sim o valor de fato negociado na compra. Isso explica por que o índice pode cair enquanto o teto da CMED sobe. A taxa de câmbio também é um fator importante a ser considerado, pois pode influenciar os preços dos medicamentos importados.

O que Esperar

Para diretorias de suprimentos e finanças, a orientação é de cautela com a leitura de curto prazo. Três meses de alta não configuram tendência de recomposição de custos, e projetar reajustes lineares no orçamento com base na variação mensal pode superestimar a pressão real sobre o item medicamento.

Os dados de 12 meses mostram um mercado ainda em deflação, embora em desaceleração, no qual o poder de barganha do comprador hospitalar permanece elevado em boa parte das classes terapêuticas. A variável sob controle do gestor segue a mesma: decisão de compra ancorada em dado transacional, e não em percepção de mercado.

  • As maiores quedas se concentram em imunoterápicos, vacinas e antialérgicos, sistema musculoesquelético e aparelho digestivo e metabolismo.
  • Apenas quatro grupos acumulam alta no período: sistema nervoso, aparelho cardiovascular, aparelho geniturinário e aparelho respiratório.
  • A oscilação de um único mês importa menos do que a tendência acumulada para quem gere contratos de fornecimento.

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