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Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam

Introdução à Classificação de Planetas

A classificação de planetas é um tópico de grande interesse na astronomia, com uma história que remonta a séculos. Desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto que orbitasse o Sol poderia ser considerado um planeta.

A Questão de Plutão

No entanto, com o avanço da tecnologia e do conhecimento astronômico, a definição de planeta precisou ser reavaliada. Plutão, descoberto em 1930, foi inicialmente considerado o nono planeta do sistema solar. No entanto, com a descoberta de outros objetos semelhantes em tamanho e composição, a comunidade científica começou a questionar se Plutão realmente se encaixava na definição de planeta.

Em 2006, a União Astronômica Internacional (UAI) definiu oficialmente um planeta como um objeto que:

  • Esteja em órbita ao redor do Sol.
  • Tenha massa suficiente para ser arredondado pela sua própria gravidade.
  • Tenha limpo o seu vizinho, ou seja, seja o objeto dominante na sua órbita.

Plutão não atende ao terceiro critério, pois sua órbita se sobrepõe à de outros objetos no cinturão de Kuiper, uma região do sistema solar que contém muitos corpos menores.

Consequências da Nova Classificação

A reclassificação de Plutão como um planeta anão teve implicações significativas para a comunidade científica e para o público em geral. Ela levou a uma melhor compreensão da diversidade de objetos no sistema solar e ao desenvolvimento de novas categorias de classificação, como os planetas anões e os objetos transnetunianos.

A classificação de planetas é um exemplo de como a ciência evolui com o tempo, à medida que novas descobertas e avanços tecnológicos nos permitem refinar nossas compreensões do universo.

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