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Por que picape a Amarok gerou multa milionária para a Volkswagen?

Condenação da Volkswagen: O Caso da Picape Amarok

A Volkswagen do Brasil foi condenada a pagar R$ 15 milhões em danos morais coletivos devido à utilização de um software para burlar testes ambientais em mais de 17 mil unidades da picape Amarok, produzidas entre 2011 e 2012 e alimentadas a diesel.

Esse caso integra o escândalo global conhecido como “Dieselgate”, que atingiu 11 milhões de veículos no mundo. No Brasil, o sistema permitia que os veículos identificassem testes laboratoriais para otimizar o controle de óxidos de nitrogênio, mas só nessas condições. Já no uso real, as picapes emitiam poluentes acima do limite permitido pelo Proconve.

As consequências desse esquema foram significativas, com a emissão de cerca de 2,7 mil toneladas de emissões irregulares entre 2011 e 2016. Em 2017, a montadora fez um recall para atualizar o software dos veículos, mas as estimativas indicam que a ação contemplou menos de 30% das unidades afetadas.

Condenação e Recurso

O montante da condenação é expressivo, mas é contestado pelo Ministério Público Federal (MPF), que recorreu para tentar dobrar o valor para R$ 30 milhões. Para o órgão, a gravidade do esquema rendeu a obtenção de licenciamento fraudulento junto ao Ibama, bem como a própria comercialização dos veículos.

É importante destacar que os R$ 15 milhões não serão destinados aos proprietários, mas sim à reparação de danos coletivos ambientais. A reparação individual corre em outra frente judicial, movida pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e do Trabalhador (Abradecont) no Rio de Janeiro.

Recentemente, a justiça alterou decisões que fixavam valores fechados de indenização, determinando que o ressarcimento material e moral seja apurado caso a caso, com base na depreciação de cada veículo. O processo ainda aguarda julgamentos de recursos em instâncias superiores.

  • A Volkswagen foi condenada a pagar R$ 15 milhões em danos morais coletivos.
  • O caso envolve mais de 17 mil unidades da picape Amarok, produzidas entre 2011 e 2012.
  • O sistema permitia que os veículos identificassem testes laboratoriais para otimizar o controle de óxidos de nitrogênio.
  • As picapes emitiam poluentes acima do limite permitido pelo Proconve.
  • O MPF recorreu para tentar dobrar o valor da condenação para R$ 30 milhões.

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